Falece Kozo Okamoto, implicado no atentado que causou 26 mortos em um aeroporto israelense em 1972

Morre em Beirute aos 78 anos Kozo Okamoto, membro do Exército Vermelho Japonês implicado no atentado do aeroporto de Lod em 1972.

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Kozo Okamoto, um dos responsáveis pelo atentado suicida que acabou com a vida de 26 pessoas e deixou 80 feridos no antigo aeroporto de Lod --atual Ben Gurion--, próximo a Tel Aviv, em 1972, faleceu aos 78 anos em Beirute. Lá residia com status de refugiado político após ter cumprido pena em uma prisão israelense.

Okamoto integrava um comando de três membros do Exército Vermelho Japonês que realizou o ataque contra este aeroporto, uma operação organizada pela Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), organização que comunicou nesta quinta-feira a morte deste "grande camarada revolucionário e lutador internacional".

A FPLP sublinhou que Okamoto se manteve "firme em seus princípios após um caminho cheio de glória e revolução, e grandes sacrifícios que se estenderam por décadas nos campos de luta ao lado da causa palestina".

"Não transigiu nem se enfraqueceu, mas se manteve agarrado a seus princípios até o último suspiro de sua vida", manifestou a FPLP, que também ressaltou como Okamoto "percorreu milhares de quilômetros, deixando para trás as comodidades terrenas para carregar o peso da causa palestina".

Okamoto e os outros dois integrantes do comando --Yasuda e Tsuyoshi Okudaira-- aterrissaram no citado aeroporto em um voo procedente de Roma. Ao chegar à área de retirada de bagagens, extrairam armas automáticas e começaram a disparar contra as pessoas que se encontravam no local.

Diferente de seus companheiros, Okamoto apenas ficou ferido. Condenado à prisão perpétua em Israel, foi libertado após treze anos entre as grades no âmbito de uma troca de prisioneiros palestinos por soldados israelenses em 1985.

Mais tarde foi preso no Líbano em 1997 e condenado a três anos de prisão junto a outros membros do Exército Vermelho por utilizar passaportes falsificados. Após cumprir a pena, todos foram enviados de volta ao Japão, exceto Okamoto, que obteve asilo político por sua implicação na resistência contra Israel.

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