Irã ataca uma base dos EUA no Kuwait e um centro de dados da Amazon no Bahrein vinculado ao CENTCOM

Irã reivindica ataques com drones contra uma base dos EUA no Kuwait e um centro de dados da Amazon no Bahrein, ao qual vincula com o CENTCOM.

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O Exército iraniano assumiu nesta quarta-feira a autoria de um ataque com drones contra uma base das Forças Armadas dos Estados Unidos situada no oeste do Kuwait, assim como de uma segunda ofensiva em Bahrein contra uma instalação da Amazon que descreveu como o "olho digital" do Comando Central (CENTCOM) das forças estadounidenses.

"Em resposta à reiterada agressão do inimigo contra partes do nosso país, o Exército da República Islâmica do Irã (...) atacou há algumas horas os depósitos de munições e o centro de comando das forças terrestres do Exército estadounidense na guarnição de Doha, ao oeste do Kuwait, com um grande número de drones destrutivos", afirmou o braço militar iraniano em um comunicado divulgado pela agência Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica.

Nesse mesmo texto, as forças iranianas se referem a esta guarnição como "uma das bases militares estadounidenses mais importantes do oeste do Kuwait e um centro de apoio para as tropas estadounidenses na Ásia Ocidental", sublinhando que no local se encontra desplegado "um grande número de efetivos terrestres, militares, navais e aéreos estadounidenses".

Pouco depois, o próprio Exército informou de um novo ataque contra "a infraestrutura central de dados da Amazon em Bahrein", a qual apresentou como "um dos nós chave para a troca de informações com o exército estadounidense".

"As instalações da Amazon em Bahrein constituem a principal artéria e o eixo central do processamento de inteligência de Washington e seus aliados no golfo Pérsico", alegou o Exército iraniano.

Nesse contexto, insistiu que a companhia de Jeff Bezos "é um dos quatro contratantes principais do contrato de Capacidades Conjuntas de Guerra na Nuvem (JWCC, em inglês) do Departamento de Guerra dos Estados Unidos", antes de sustentar que tal programa "permite ao Pentágono desplegar ferramentas de computação na nuvem, análise de dados e inteligência artificial no ambiente operacional e em bases regionais".

Segundo as autoridades iranianas, este seria o segundo ataque em menos de um dia contra esse mesmo centro de dados, depois que a Guarda Revolucionária comunicou na terça-feira de manhã o lançamento de "vários mísseis de cruzeiro" contra a instalação, que assegurou ter deixado fora de serviço.

A própria Guarda informou também, já na noite de terça-feira, de outra ofensiva no Kuwait dirigida contra "um radar de alerta precoce, um complexo de radares táticos ao redor da base Ali al Salem e outro sistema de radares na ilha Bubiyan no Kuwait", em sintonia com suas últimas operações, centradas em neutralizar os sistemas de vigilância e defesa aérea dos Estados Unidos no Oriente Médio.

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