O Exército do Irã anunciou que realizou um ataque com drones na noite desta quinta-feira contra a base aérea Ahmed Al Jaber, no Kuwait, onde estão desplegadas forças militares americanas, como represália pela última série de bombardeios executados por tropas dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
Em seu comunicado, a instituição militar destacou que a operação teve como alvo o hangar de aviões de combate, assim como diversos sistemas de comunicação por satélite e armazéns de equipamento pertencentes ao Exército americano situados nessa instalação kuwaitiana, de acordo com a nota divulgada pela agência de notícias Tasnim, próxima à Guarda Revolucionária.
"A base Ahmed Al Jaber do Kuwait desempenhou um papel fundamental nas operações aéreas e de vigilância dos Estados Unidos e, além de sua função operacional, é considerada um dos centros neurálgicos do apoio aéreo para o Exército terrorista americano", diz o comunicado, que também afirma que "os crimes, as sanções e as ameaças fazem com que o Irã esteja mais unido e coeso em sua defesa".
A cúpula militar iraniana apresentou esses ataques como uma "resposta" às "recentes agressões do Exército terrorista americano" contra o país e, em particular, ao "bárbaro ataque perpetrado contra uma residência da ilha de Qeshm", no estreito de Ormuz, que na véspera deixou pelo menos três mortos e duas pessoas feridas.
Horas antes, o presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, havia se pronunciado sobre esse bombardeio através de uma mensagem nas redes sociais, na qual afirmou que "os americanos se acostumaram a compensar as derrotas que sofrem no campo de batalha derramando o sangue de inocentes". Em seguida, advertiu que "pagarão por isso".
Na mesma linha, Qalibaf sustentou que "os Estados Unidos mancham as mãos com um novo crime a cada dia. O ataque terrorista contra residências civis na ilha de Qeshm é uma continuação dos crimes cometidos em Minab e Larestán".