Irak rejeita ter agido como mediador entre os Estados Unidos e o Irã

Irak desmente ter mediado entre os EUA e o Irã e questiona uma informação do The New York Times sobre uma suposta proposta de cessar-fogo.

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As autoridades iraquianas desmentiram nesta sexta-feira que Bagdá tenha se oferecido para atuar como mediador entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim às hostilidades, desautorizando assim a informação divulgada pelo jornal americano 'The New York Times' após a visita do primeiro-ministro do Iraque, Ali al Zaidi, a Teerã.

"O Escritório de Imprensa do primeiro-ministro afirma que as alegações contidas na notícia carecem completamente de fundamento e não têm relação alguma com a realidade", destacou o escritório de Al Zaidi em um comunicado.

Segundo o periódico norte-americano, que citava fontes próximas, Al Zaidi teria sido utilizado por Trump para transmitir às autoridades iranianas uma nova proposta de cessar-fogo, que finalmente foi rejeitada.

Em resposta, o Governo iraquiano insistiu na necessidade de que os meios de comunicação recorram a fontes oficiais e evitem divulgar "informação não verificada ou atribuída a fontes anônimas".

Pouco depois, o enviado especial dos Estados Unidos para a região, Tom Barrack, apoiou a versão oferecida pelo escritório do primeiro-ministro iraquiano, sublinhando que "o Iraque esclarece os fatos".

Durante sua visita desta quinta-feira à capital iraniana, Al Zaidi concordou com o presidente do Irã, Masud Pezeshkian, em reforçar a cooperação bilateral em um cenário regional marcado pela guerra lançada pelos Estados Unidos.

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