O presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu em Paris a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em um encontro no qual ambos concordaram na necessidade de reforçar o tecido industrial do continente e manter o apoio à Ucrânia. Durante a reunião, também analisaram a recente decisão do Parlamento francês de vetar o acesso a redes sociais para menores de 15 anos, uma medida que se enquadra na "prioridade europeia" da "proteção da infância online".
Após o encontro com Von der Leyen, Macron sublinhou no plano da segurança que "nossa direção para a União Europeia é clara: uma Europa mais soberana e competitiva, uma Europa de defesa mais forte com sua base industrial (e) um apoio sem falhas à Ucrânia".
O inquilino do Elíseo também defendeu "uma concorrência leal" com os "principais parceiros comerciais" europeus, defendendo "a preferência europeia" e reivindicando "maior investimento público e privado para nos prepararmos para o futuro em setores-chave: inteligência artificial, quântica, espaço, energia e semicondutores". "E a Política Agrícola Comum (PAC) para nossa soberania agrícola e alimentar", acrescentou.
Em paralelo, o mandatário reivindicou "normas mais rigorosas para as plataformas digitais para proteger nossas crianças e nossas democracias", em referência à lei aprovada de forma definitiva na quarta-feira na Assembleia Nacional que proíbe o uso de redes sociais para menores de 15 anos. A normativa está prevista para entrar em vigor em setembro e será aplicada de forma gradual até 1º de janeiro de 2027.
Von der Leyen se juntou a essa proposta ao considerar "a proteção da infância online" como "uma prioridade europeia para a qual a França deu passos importantes esta semana".
Quanto ao restante dos assuntos levantados por Macron, a presidenta da Comissão Europeia destacou que sua "excelente reunião" lhes permitiu "discutir medidas concretas para garantir a verdadeira competitividade e independência europeias, seja através de nosso orçamento comum ou de projetos industriais conjuntos".
Nessa linha, ela colocou o foco na utilização de "energia e inovação próprias para estimular o crescimento" e apoiou a postura do chefe de Estado francês de manter seu "apoio contínuo à Ucrânia".