Os hutis do Iémen admitem ataques com drones e mísseis contra dois petroleiros sauditas por "violar o bloqueio imposto"

Os hutis atacam com drones e mísseis dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, enquanto Riad confirma danos e investiga a extensão do incidente.

2 minutos

fotonoticia 20260723050545 1920

fotonoticia 20260723050545 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

Os rebeldes houthis do Iémen comunicaram na madrugada desta quinta-feira que lançaram uma ofensiva com drones e mísseis contra dois petroleiros sauditas no mar Vermelho, a quem acusam de "violar o bloqueio imposto" por suas milícias contra a Arábia Saudita, em resposta ao "cerco" que, segundo denunciam, Riad mantém sobre o país.

Em uma nota oficial, o porta-voz militar dos houthis, Yahya Sari, explicou que "As Forças Armadas Yemenitas realizaram uma operação militar de alta qualidade contra dois petroleiros sauditas que violaram o bloqueio imposto pelas Forças Armadas no mar Vermelho", identificando os navios como ENCELIA e LAYLA.

De acordo com Sari, "a operação foi realizada com mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como com drones", e teria desencadeado "um grande incêndio em ambos os navios". O representante insurgente também acrescentou que as forças houthis "obrigaram aproximadamente dez embarcações a se retirar e retornar".

O porta-voz insistiu que "As Forças Armadas continuarão suas operações navais contra o inimigo saudita e persistirão em aplicar a equação 'Cerco por cerco'", em referência à estratégia com a qual pretendem responder às ações da Arábia Saudita na região.

Confirmação saudita do ataque ao ENCELIA

Em paralelo, a Autoridade Geral de Transporte saudita confirmou que o petroleiro ENCELIA, pertencente a uma companhia do país, foi atingido enquanto transitava pelo mar Vermelho, o que originou "um incêndio na proa".

Em um comunicado divulgado pela agência oficial saudita SPA, o órgão condenou o ataque e destacou que, apesar do incidente, "todos os tripulantes estão a salvo", ao mesmo tempo que "as autoridades competentes tomaram todas as medidas necessárias para garantir a segurança do navio e sua tripulação, assim como para proteger o meio ambiente marinho".

A instituição ressaltou que "Esses ataques constituem uma violação das leis e convenções internacionais que garantem a segurança dos navios mercantes e suas tripulações".

Segundo os dados do portal de monitoramento Marine Traffic, o ENCELIA, um petroleiro de 250 metros de comprimento, 44 de largura e com bandeira saudita, permanece detido em águas do mar Vermelho após o incidente.

Relatório do UKMTO e silêncio sobre o LAYLA

Por sua parte, o centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, por suas siglas em inglês) indicou ter recebido a notificação de um incidente a 70 milhas náuticas, quase 130 quilômetros, ao sudoeste de Al Shuqaiq, na Arábia Saudita, em uma localização que coincide com a posição atribuída pela Marine Traffic ao ENCELIA, embora o organismo britânico não cite o nome do navio afetado.

"O capitão de um navio-tanque informa ter sido atingido por um projétil desconhecido que provocou um incêndio a bordo, o qual a tripulação está combatendo", destacou o UKMTO, dependente da Marinha britânica, que precisa ainda que "não foram registradas vítimas nem impacto ambiental".

Em contraste com as informações disponíveis sobre o ENCELIA, as autoridades sauditas não ofereceram até o momento nenhum detalhe sobre um possível incidente que afete o petroleiro LAYLA. Da mesma forma, nem a Marine Traffic nem outras plataformas de rastreamento marítimo consultadas pela Europa Press mostram novos dados sobre este navio desde há aproximadamente uma semana, quando figurava em navegação. O UKMTO também não informou sobre mais ataques recentes além do já mencionado.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?