O secretário-geral do Hezbolá, Naim Qassem, enviou uma carta de felicitação a Jalil al Haya, recentemente designado máximo responsável pelo braço político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamás) em substituição a Yahya Sinwar, falecido durante um confronto com as forças israelenses na cidade de Rafá, na Faixa de Gaza, em outubro de 2024.
"Sua escolha como chefe do escritório político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamás) nas difíceis circunstâncias de agressão israelense-americana que sofre o povo palestino, em Gaza e toda a região, é uma expressão de firmeza, determinação e vontade de manter viva a chama da resistência", destacou.
Qassem enfatizou que o denominado 'eixo da resistência' --a aliança integrada por diversos atores apoiados pelo Irã, entre eles milícias xiitas iraquianas e os houthis-- enfrentou e continuará enfrentando a "guerra" dos Estados Unidos e Israel "com firmeza e sacrifício", conforme relatou a rede de televisão Al Manar.
Por outro lado, o comandante da Força Quds do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica parabenizou na véspera Al Haya por sua designação, sublinhando que a mudança à frente do escritório político do Hamás garante a "continuidade" da resistência, segundo informou a agência de notícias IRNA.
A nomeação de Al Haya como novo responsável político do Hamás ocorre após o assassinato de Ismail Haniye em um ataque realizado em julho de 2024 em Teerã, capital do Irã, e a morte de Sinwar em uma ofensiva contra Gaza, onde se tornou a figura chave a nível político e militar desde o falecimento de seu antecessor.
Al Haya, nascido em 1960 na Faixa de Gaza, faz parte do Hamás desde sua criação em 1987 e ocupava o cargo de 'número dois' do braço político do grupo desde o assassinato em outubro de 2024 de seu predecessor, Salé al Aruri, em outro bombardeio israelense contra Beirute, capital do Líbano.
Além disso, conseguiu sobreviver a um ataque lançado por Israel em setembro de 2025 contra uma reunião da delegação negociadora do Hamás em Doha, capital do Catar, um encontro convocado para analisar a proposta dos Estados Unidos sobre o futuro da Faixa, que incluía um possível cessar-fogo.
Al Haya, que perdeu vários familiares em bombardeios israelenses sobre Gaza, liderou esta delegação, que em outubro de 2025 aceitou, assim como Israel, o plano americano. A primeira fase contemplava a libertação dos sequestrados durante os ataques de 7 de outubro de 2023 e a entrega dos corpos dos reféns que permaneciam retidos na Faixa.