O novo chefe político do Hamás chama a uma frente palestina unida para reconstruir Gaza e exigir responsabilidades a Israel

Jalil al Haya, novo chefe político do Hamás, pede unidade palestina para reconstruir Gaza e reclama à comunidade internacional que pressione Israel.

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O recém-designado máximo responsável pelo braço político do Movimento de Resistência Islâmica (Hamás), Jalil al Haya, reafirmou a aposta do grupo pela unidade de todo o povo palestino, em um contexto em que a recuperação da Faixa de Gaza "não depende da exclusividade nem da exclusão".

Em sua primeira intervenção pública após assumir esta semana a chefia da área política do Hamás, Al Haya quis lançar uma mensagem de aproximação a quem, tanto dentro da sociedade palestina como em outros países, esteja realmente comprometido com o fim da agressão israelense e com devolver a normalidade à Faixa.

"Continuaremos trabalhando em todos os sentidos até libertá-los do dano e do sofrimento, e devolver a Gaza a vida digna que corresponde ao seu querido, orgulhoso e paciente povo", manifestou o dirigente do Hamás, segundo informou nesta quarta-feira o diário palestino 'Filastin'.

"Estendemos a mão a todos, já que a etapa atual não depende da exclusividade nem da exclusão", acrescentou Al Haya, que também reivindicou à comunidade internacional, e especialmente aos países envolvidos em trabalhos de mediação, que mantenham a pressão sobre Israel para que cumpra os compromissos alcançados e cesse suas ofensivas.

Nesse sentido, defendeu a abertura de um diálogo interno palestino voltado a reconfigurar suas instituições nacionais, entre elas a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), mergulhada há anos em uma profunda crise de legitimidade, apesar de ser o ente reconhecido no plano internacional.

Al Haya sublinhou que essa renovação da OLP deve se assentar sobre "bases democráticas e um consenso nacional que garanta a plena participação política" de todas as facções e correntes na tomada de decisões, algo que, em sua opinião, permitiria pôr fim ao sofrimento que arrasta a população palestina.

Por outro lado, reivindicou às Nações Unidas e ao resto da comunidade internacional que assumam suas responsabilidades jurídicas e humanitárias em relação aos civis da Faixa de Gaza e que exijam a Israel que preste contas pelos crimes de guerra que lhe são atribuídos, especialmente os cometidos nos últimos anos.

A nomeação de Al Haya como novo líder do braço político do Hamás ocorre após o assassinato de Ismail Haniye em um ataque perpetrado em julho de 2024 em Teerã e a morte de Yahya Sinwar em uma operação israelense durante a ofensiva sobre Gaza.

Al Haya, que conseguiu sobreviver a um ataque israelense lançado em setembro de 2025 contra Doha, ocupava até agora o cargo de 'número dois' da cúpula política do movimento desde o assassinato em outubro de 2024 de seu antecessor, Salé al Aruri, em outro bombardeio israelense em Beirute.

As autoridades de Gaza elevaram nesta quarta-feira para mais de 73.300 as vítimas mortais desde o início da ofensiva israelense após os ataques de 7 de outubro de 2023, entre elas 1.180 falecidos desde que entrou em vigor o cessar-fogo em outubro de 2025.

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