Peru decreta a "emergência" em parte de Lima e oito regiões pelas graves inundações

Keiko Fujimori declara a emergência em vários distritos de Lima e oito regiões por inundações que causaram graves danos materiais.

2 minutos

fotonoticia 20260817231748 1920

fotonoticia 20260817231748 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

A presidenta do Peru, Keiko Fujimori, anunciou nesta segunda-feira a declaração de "emergência" em vários distritos de Lima e em diversas regiões do país atingidas pelas inundações, que interromperam o tráfego, saturaram os sistemas de drenagem, danificaram residências e obrigaram a evacuar dezenas de famílias.

Fujimori comunicou a medida durante uma visita a Villa El Salvador, no sul da capital, uma das áreas mais castigadas, onde foram registrados importantes danos em mais de 60 casas e uma população superior a 300 pessoas foi afetada. O governo peruano ampliou a declaração de emergência para outros três distritos limeños: Chorrillos, Villa María del Triunfo e San Juan de Miraflores.

"Minha solidariedade com todas as famílias que perderam tudo. Graças a Deus não temos perda de vidas humanas, mas sim muitas perdas materiais. Vamos declarar em emergência vários dos distritos e também regiões no sul do país e na serra", manifestou a mandatária, acompanhada pelo ministro da Habitação, Mauricio Arnillas, e pelo prefeito de Lima, Renzo Reggiardo.

As áreas incluídas na medida são Tumbes, Piura, Lambayeque e La Libertad — no norte —, Áncash e Ica, na faixa central, além das do sul Moquegua e Arequipa.

Ao mesmo tempo, Fujimori respondeu às críticas dirigidas ao ministro da Economia, Elmer Cuba, depois que ele pediu calma à população e minimizou o impacto das chuvas torrenciais.

"Não nos desesperemos, em todo o planeta há chuvas e acontece o mesmo. Até Paris se inunda, até Madrid se inunda. Santiago do Chile, que está acostumado à chuva, se inunda (...) Também não exageremos por um pouco de água nos joelhos, assim acontece", destacou durante uma entrevista concedida à emissora Exitosa.

A chefe do Estado opinou que o responsável pela Economia "não está vendo a magnitude do dano, das perdas e da dor das famílias que estão tendo essa tristeza tão grande porque em muitos casos perderam tudo".

"Minha solidariedade com todos eles. Aqui o importante é, além de atender a emergência, corrigir as falhas estruturais", acrescentou, sublinhando a necessidade de abordar as carências de fundo que agravam os efeitos das inundações.

Após a polêmica, o ministro da Economia pediu desculpas "se alguém se sentiu ofendido" por suas palavras. "Estou de acordo com o que disse a presidente. É uma expressão coloquial e, vendo com mais calma o que está ocorrendo, expressa outra preocupação", indicou em declarações à rede RPP.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?