As autoridades da Guiana comunicaram que o número de corpos recuperados após o naufrágio do ferry 'MV Barima', que virou na noite de sábado com cerca de 180 pessoas a bordo frente às costas do país, já ascende a 53. Além disso, foram resgatadas com vida 76 pessoas, enquanto mais de meia centena continua em paradeiro desconhecido.
O primeiro-ministro guianense, Mark Phillips, detalhou que dos 53 cadáveres encontrados, apenas 26 puderam ser identificados até o momento. Desses, onze já foram trasladados para suas comunidades de origem a pedido de seus familiares, enquanto os outros 42 permanecem em dependências habilitadas à espera de completar os processos de identificação e de que as famílias possam organizar as cerimônias fúnebres com o apoio das autoridades regionais.
"O Governo da Guiana reitera suas mais sentidas condolências às famílias que sofreram uma perda inimaginável e reafirma seu firme compromisso de apoiá-las durante este difícil período", manifestou.
Os trabalhos de busca e resgate continuam em andamento e, segundo o Executivo, foram intensificados nas últimas horas. Na área opera um dispositivo de 16 embarcações, tanto estatais quanto privadas, que rastreiam uma área de cerca de 400 milhas quadradas com o objetivo de aumentar ao máximo as probabilidades de encontrar sobreviventes. Junto às equipes locais de mergulho, participam também mergulhadores franceses, conforme precisou o Governo em Georgetown.
No entanto, o primeiro-ministro indicou que na última imersão não foram localizados sobreviventes, embora tenha sido recuperado um corpo no interior do barco sinistrado. Apesar disso, insistiu que as tarefas de rastreamento continuarão.
Phillips também lembrou a todas as agências implicadas e aos voluntários que qualquer corpo que seja recuperado deve ser entregue imediatamente à Polícia da Guiana nas instalações designadas para a recepção, custódia e identificação das vítimas.
Por outro lado, o presidente da Guiana, Mohamed Irfan Ali, decretou três dias de luto oficial, desde esta quarta-feira 22 até a sexta-feira 24 de julho, com o fim de "honrar a memória de quem perdeu suas vidas, acompanhar suas famílias, (e) oferecer consolo aos sobreviventes".