Zelenski se reúne com enviados de Trump antes do cara a cara Rubio-Lavrov em Manila

Zelenski se vê com enviados de Trump antes da reunião chave entre Rubio e Lavrov em Manila para abordar o futuro da guerra na Ucrânia.

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O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, manteve nesta quarta-feira um encontro em Kiev com os enviados especiais do presidente americano Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, justo na véspera da reunião que nesta quinta-feira manterão em Manila o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, aproveitando a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Em uma breve mensagem divulgada em suas redes sociais, Zelenski qualificou a troca com os representantes de Washington como uma "conversa importante e proveitosa" centrada em como reforçar os canais diplomáticos e avançar em direção ao fim da guerra, em um contexto em que ainda não está claro quando Moscou e Kiev retomarão as negociações após a paralisação derivada do conflito no Irã.

"Precisamos da paz, uma paz digna, que a Ucrânia anseia há muito tempo", destacou o mandatário, que ressaltou que as autoridades ucranianas continuarão cooperando com a parte americana para alcançar esse objetivo. Além disso, expressou seu reconhecimento a Witkoff e Kushner pelo "esforço pessoal" que, segundo sublinhou, vêm realizando para aproximar posições.

De forma paralela, está programado que Rubio e Lavrov se encontrem nesta quinta-feira à margem das sessões oficiais da ASEAN na capital das Filipinas, um encontro que deve servir para abordar o rumo da guerra na Ucrânia, que já ultrapassa quatro anos e meio desde que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a invasão.

Lavrov confirmou publicamente que o encontro ocorrerá e destacou, em referência a uma possível reativação dos contatos políticos, que Moscou parte da premissa de que Washington não invalidou o acordado em agosto de 2025 em Anchorage, Alasca, apesar dos "numerosos comentários" surgidos nas últimas semanas que, na opinião do Kremlin, apontam em sentido contrário.

Os entendimentos de Alaska se tornaram um foco de versões opostas entre os Estados Unidos e a Rússia. Moscou apela ao denominado 'espírito de Anchorage' como base para encerrar a contenda na Ucrânia, alegando que lá foram alcançados supostos consensos na cúpula que reuniu Trump e Putin.

Segundo a versão russa, Putin deu então luz verde ao plano de 27 pontos apresentado pela delegação americana, rascunho que havia sido entregue anteriormente em Moscovo pelo enviado especial Steve Witkoff para seu estudo, e que incluía, entre outros elementos, o controle do Donbás em troca de congelar as atuais linhas de frente.

No entanto, Rubio esclareceu recentemente que daquela reunião não saiu nenhum compromisso juridicamente vinculativo, argumentando que, se tivesse sido fechado um acordo formal, a guerra já teria terminado. Após essas declarações, Lavrov urgiu a Administração americana a "esclarecer toda esta situação".

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