O magistrado que instrui o 'caso Koldo' na Audiência Nacional ordenou a várias entidades financeiras que remetam informações sobre as contas do entorno familiar do ex-secretário de Organização do PSOE Santos Cerdán.
A decisão está registrada em um despacho emitido nesta quarta-feira, ao qual teve acesso a Europa Press, e responde a um pedido prévio da Unidade Central Operativa (UCO) da Guarda Civil.
"É necessário poder acessar as informações financeiras das pessoas de seu entorno familiar em prol de completar o estudo financeiro de Santos Cerdán e seu entorno, liberando mandados solicitados", aponta na resolução o juiz instrutor, Ismael Moreno.
A UCO formulou este pedido em seu relatório patrimonial sobre Cerdán, com a finalidade de verificar se familiares do ex-dirigente socialista teriam sido favorecidos por fundos vinculados à suposta trama investigada.
Em seu escrito, os investigadores pediram ao juiz que oficiasse a várias entidades bancárias para, "completar o estudo financeiro" do ex-deputado, arrecadar dados econômicos da esposa de Cerdán, Francisca Muñoz; de sua filha Alba Cerdán; de sua irmã María Belén Cerdán; e de seu cunhado Antonio Muñoz, "quem também teria se beneficiado de fundos provenientes de Servinabar", a sociedade de seu sócio Antxon Alonso na qual os agentes também situam o próprio Cerdán.
De acordo com a UCO, Cerdán —investigado na peça relativa a supostos acertos em contratos de obras públicas— teria recebido 18.261 euros em "ingressos em dinheiro de origem aparentemente desconhecida" e, junto com sua família, teria se beneficiado de 323.178 euros provenientes dessa empresa.