Covite denunciou esta segunda-feira que em Euskadi estão aproveitando as festas "de todos" como "vitrine para exigir mais impunidade" para os presos da ETA, assim como a expansão de "símbolos de apoio" aos reclusos da organização terrorista.
Em seus perfis nas redes sociais, o coletivo colocou o foco na recém-finalizada Semana Grande de San Sebastián, apontando que na última sexta-feira Sare e Piratak se manifestaram em pleno programa festivo da capital guipuzcoana para reclamar a libertação dos presos da ETA. Ambos os grupos criticaram, além disso, que oito desses reclusos, originários de Gipuzkoa, continuam cumprindo pena em regime fechado, sem "pisar as ruas", ao aplicarem-lhes "uma política de exceção".
A associação que é liderada por Consuelo Ordóñez censurou que, "mais uma vez", se utilizem "as festas de toda a cidadania como vitrine para exigir mais impunidade para os presos e foragidos da ETA". Igualmente, rejeitou que existam "bloqueios" ou "políticas de exceção" dirigidas contra os internos da banda, sublinhando que se trata de "penas individuais por crimes gravíssimos".
Frente ao discurso da esquerda abertzale e dos coletivos afins, Covite sustenta que "não há nenhuma 'solução integral' pendente" e lembra que "cada terrorista deve responder individualmente por seus crimes e cumprir a pena que lhe corresponde".
Em datas recentes, durante as festas da Branca em Vitoria-Gasteiz, a Fundação Fernando Buesa já havia mostrado seu descontentamento pela presença de cartazes a favor dos presos na área das txosnas, "mais uma vez".
Covite sublinha que "esta mesma situação se repete todos os verões em muitas das festas dos povos e cidades de Euskadi e Navarra frente à indiferença de parte da sociedade e, sobretudo, das instituições".
Na sua opinião, "em uma sociedade saudável não se permitiria que o espaço público e festivo estivesse repleto de faixas de apoio a quem durante décadas matou, sequestrou, feriu, extorquiu e perseguiu em nome da ETA".
A associação insiste que "a reflexão ética e a autocrítica sincera de quem exerceu a violência terrorista e de quem a apoiou é o que permitirá avançar para uma verdadeira convivência em paz e liberdade".
Por este motivo, remarca que não se "cansará nunca de repetir que a deslegitimação do terrorismo de ETA é imprescindível" se se pretende "construir uma convivência baseada em valores democráticos". "¡Quanta empatia com os presos de ETA e quanto esquecimento para suas vítimas!", concluiu.