O líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, sustenta que o Executivo já dispunha de informação prévia sobre a crise migratória que esta quinta-feira permitiu que 50.000 pessoas --segundo os dados fornecidos pelo próprio Governo-- cruzassem de forma irregular de Marrocos até a cidade autônoma de Ceuta, e reprova ao gabinete de Pedro Sánchez que não fizesse "nada" para evitá-lo. Além disso, considera "ridícula" a decisão de colocar barreiras marítimas, uma medida adotada pelo Executivo só depois de ocorrerem os fatos.
"Temos o direito de que o Governo nos diga se sabendo o que ia acontecer, por que não agiu", afirmou em uma coletiva de imprensa desde Ceuta ao lado do presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas. "Queremos saber se o Governo tinha conhecimento, como parece indicar, há dias que isso iria ocorrer", insistiu.
Nesta linha, assinalou que lhe parece inverossímil que "todos os serviços de informação" da Espanha falhassem ao mesmo tempo e que não existisse nenhum alerta de que "milhares" de pessoas se dirigiam para a fronteira entre Espanha e Marrocos.
"Responder a isso cabe ao Governo", afirmou. Também tachou de "ridícula" a medida do Executivo, que este sábado anunciou que começa a instalação de uma barreira de contenção no espigão de Ceuta de 500 metros no mar.
"Se agora valem as amassadas, por que não foram colocadas muito antes?", questionou Feijóo, que criticou que em 2021 entraram "entre 10.000 e 15.000 pessoas" e não se fez "nada" até que entraram 60.000.