O presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, manteve em Ceuta uma reunião com representantes das associações profissionais da Guarda Civil e dos sindicatos da Polícia Nacional com o objetivo de conhecer de forma direta como têm agido as Forças e Corpos de Segurança do Estado durante a recente crise migratória.
Tal como detalhou a Associação Unificada de Guardas Civis (AUGC) em uma nota, o líder da oposição celebrou neste sábado vários encontros com os porta-vozes dos agentes destinados na cidade autônoma para ouvir seu relato sobre o que aconteceu na fronteira e "conhecer as dificuldades às quais tiveram que enfrentar durante os últimos dias".
Nessas conversas, Feijóo recebeu dados sobre "a pressão suportada pelos efetivos deslocados no perímetro fronteiriço e sobre as carências de meios materiais e humanos" que, segundo os representantes dos agentes, ficaram patentes durante a gestão da situação. O dirigente popular questionou a atuação do Governo central e sustentou que o dispositivo adicional enviado a Ceuta "resultou insuficiente" para enfrentar um episódio dessa magnitude.
O presidente do PP também reprochou que o Executivo tentasse enfrentar a crise com o envio de "apenas 17 policiais", um número que, em sua opinião, "não esteve à altura" das necessidades no terreno. Alertou que incidentes dessa natureza podem se repetir e sublinhou que a resposta do Estado deve estar planejada com antecedência.
Segundo informou a AUGC, Feijóo manifestou que, "se Marrocos deixasse de aceitar o retorno de mais pessoas, a Espanha deveria proceder à expulsão de quem tenha acessado de forma irregular mediante a aplicação dos procedimentos legalmente estabelecidos". Ao mesmo tempo, reiterou o apoio do Partido Popular às Forças e Corpos de Segurança do Estado e defendeu "reforçar os recursos destinados à proteção da fronteira sul da Espanha e da União Europeia".
De cara a novos episódios de pressão migratória, o líder popular comprometeu-se, segundo a organização convocante, "a implementar um marco de atuação firme que garanta acesso a informação permanente, maior autoridade para os agentes, um comando único operativo e um plano de atuação e coordenação perfeitamente estabelecido de antemão".
"Desde a direção do Partido Popular voltou a insistir na necessidade urgente de abordar a crise migratória com uma verdadeira política de Estado, exigindo o reforço imediato das equipes em Ceuta, a dotação de material de proteção adequado e uma resposta coordenada e integral", assinalaram da AUGC.
No encontro participaram representantes da Associação Unificada de Guardas Civis e de outras associações profissionais do Instituto Armado, junto a delegados dos sindicatos da Polícia Nacional JUPOL, Sindicato Unificado de Polícia (SUP), Confederação Espanhola de Polícia (CEP) e União Federal de Polícia (UFP).