A Fiscalia Anticorrupção solicitou que se amplie o relatório pericial e a avaliação das joias localizadas no escritório do ex-presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero, cujo valor inicial foi estimado em 1,3 milhões de euros, com o objetivo de determinar seu preço atual no mercado e precisar a data em que foram engastadas.
Segundo publicou 'El Mundo' e ratificaram fontes fiscais à Europa Press, a Anticorrupção enviou um ofício ao magistrado da Audiência Nacional que instrui o 'caso Plus Ultra', José Luis Calama, para que peça à joalheria Ansorena, responsável pelo primeiro relatório, que complete e detalhe o estudo das peças intervenidas.
Além de atualizar o valor de mercado, a Fiscalia pretende que se concretize quando foram montadas as joias, que a Polícia Nacional apreendeu no escritório do ex-chefe do Executivo no dia 19 de maio, depois de ele ter sido imputado por sua suposta intervenção no resgate de 53 milhões de euros que o Governo concedeu à companhia aérea Plus Ultra durante a pandemia.
Após a divulgação da avaliação preliminar, o juiz atribuiu a Zapatero possíveis delitos fiscal e de contrabando. Até agora, o ex-presidente não ofereceu explicações sobre a origem concreta das joias.
Esta quinta-feira, em sua primeira entrevista desde que a investigação foi aberta, Zapatero rejeitou ter "ânsia patrimonial" ou "intenção de fraudar" em relação às joias intervenidas, e afirmou que foram "um presente de cortesia pessoal de há muitos anos", sem precisar a identidade da pessoa que as entregou.