A delegada de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural da Junta da Andaluzia em Córdoba, Raquel López, valorizou nesta segunda-feira o volume das indenizações e a rapidez com que foram geridas as ajudas aprovadas pelo Governo andaluz para mitigar os prejuízos provocados pelo trem de tempestades que afetou a comunidade entre o final de 2025 e o início de 2026.
Segundo detalhou, até o momento a Junta da Andaluzia pagou "um montante superior a 80 milhões de euros, financiados integralmente com fundos próprios, que beneficiam de maneira provisória quase 3.700 produtores cordobeses, embora o número continue aumentando uma vez que novas resoluções atualmente em tramitação sejam aprovadas".
López enfatizou que essas compensações representam uma resposta "rápida, eficaz e adaptada às necessidades reais do campo andaluz, permitindo que agricultores e pecuaristas possam enfrentar o mais rápido possível a recuperação de suas explorações, após os importantes danos ocasionados pelos episódios meteorológicos adversos".
As medidas estão integradas no Plano Andaluzia Atua, ativado com caráter de urgência pela Consejería de Agricultura, Pesca, Água e Desenvolvimento Rural para reparar e indenizar os danos originados pelas sucessivas tempestades. No âmbito agrário, este programa inclui um amplo pacote de ações direcionadas à recuperação de explorações prejudicadas, ao impulso de investimentos em infraestruturas rurais e à restauração de infraestruturas hídricas afetadas.
As ajudas direcionadas a agricultores e pecuaristas da província de Córdoba estão estruturadas em três linhas de subsídios, custeadas com recursos próprios da Junta da Andaluzia. Seu objetivo é restituir o potencial produtivo das explorações e compensar as perdas econômicas derivadas dos danos ocasionados em cultivos, infraestruturas produtivas, explorações e meios de produção.
As fortes chuvas registradas provocaram o transbordamento de cursos d'água e o arraste de terras e restos vegetais, com impacto direto sobre infraestruturas chave das explorações agrárias, como sistemas de irrigação, caminhos rurais, cercamentos e construções agropecuárias. Neste cenário, as ajudas são consideradas essenciais para recuperar a viabilidade econômica das explorações, evitar o abandono da atividade e sustentar o tecido produtivo e o emprego ligado ao meio rural.
68 milhões para explorações agrícolas
A primeira linha de subsídios destina-se a compensar os gastos enfrentados pelos titulares de explorações agrícolas localizadas em áreas declaradas gravemente afetadas pelos fenômenos climatológicos. Até a data, foram emitidas três resoluções de pagamento, entre os meses de junho e julho, que permitiram apoiar 1.600 produtores com um montante superior a 68 milhões de euros. Com esses fundos, foram atendidos danos em mais de 29.400 hectares de superfície agrícola castigada pela tempestade.
A segunda linha de ajudas é destinada a titulares de explorações situadas fora das áreas qualificadas como gravemente afetadas e àqueles produtores cujas propriedades, mesmo localizando-se dentro dessas zonas, acreditam perdas de especial intensidade derivadas da água ou do vento.
Atualmente, essas solicitações permanecem em fase de análise e avaliação técnica, e sua resolução será emitida uma vez que concluam os relatórios correspondentes.
Apoio ao setor pecuário
A terceira linha de apoio se orienta aos pecuaristas de extensivo cujas explorações sofreram consequências especialmente graves devido ao trem de borrascas. Neste apartado, a Junta de Andaluzia ordenou o pagamento de 12,2 milhões de euros para 2.091 pecuaristas cordobeses.
Esses subsídios alcançam explorações que somam mais de 113.000 Unidades de Gado Maior (UGM) e mais de 45.000 colmeias, contribuindo para assegurar a continuidade de uma atividade considerada chave para o desenvolvimento econômico e social do meio rural.
Os montantes já pagos correspondem ao primeiro pagamento das ajudas aprovadas para o setor pecuário, pelo que se prevê que a dotação aumente com novas transferências destinadas a potenciais beneficiários que corrigiram incidências administrativas e poderão se incorporar ao programa.
A delegada territorial reiterou o apoio da Junta de Andaluzia ao setor agrícola cordobês e destacou que "essas medidas evidenciam o esforço do Governo andaluz para apoiar agricultores e pecuaristas diante de situações extraordinárias, favorecendo a recuperação da atividade produtiva e a força do campo andaluz".