A presidenta da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, carregou esta quinta-feira contra o Governo central por, segundo ela, operar "a modo de regime" no qual se transmite à cidadania a ideia de que "a um socialista não se pode julgar e não se pode acusar", em referência direta ao ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero.
"Estamos vendo como o governo opera a modo de regime utilizando os meios de comunicação, utilizando a Mesa do Conselho de Ministros e todo o poder que tem para que todos tenhamos que acreditar sempre que a um socialista não se pode julgar, a um socialista não se pode acusar, e quem ousar fazê-lo, vai ter problemas", afirmou.
Desde o Posto de Comando Avançado de Cenicientos, habilitado para coordenar os trabalhos contra o incêndio florestal de Almorox e Villa del Prado, onde já arderam 890 hectares, 600 deles em território madrilenho, Ayuso intensificou suas críticas contra o ex-presidente Zapatero, o Executivo central e seus "tentáculos".
Nesta linha, a dirigente madrilenha responsabilizou Zapatero por ter "branqueado a ditadura" da Venezuela para fechar negócios "em nome do Reino da Espanha", e vinculou essas atuações com a "tão mesquinha política internacional" do Governo de Pedro Sánchez "de mãos dadas" com o ex-chefe do Executivo.
"Tem estado fazendo negócios, tem estado fazendo relações e tem branqueado a ditadura enquanto mais de oito milhões de pessoas tiveram que abandonar a Venezuela", concluiu a presidenta regional.