Conselheiros de Castilla-La Mancha veem incompreensível que Page deva ir a primárias apesar de sua maioria absoluta

Patricia Franco e Nacho Hernando veem incompreensível que García-Page, único barão do PSOE com maioria absoluta, possa ser obrigado a primárias.

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Os conselheiros de Economia, Empresas e Emprego e de Fomento de Castilla-La Mancha, Patricia Franco e Nacho Hernando, qualificaram de "incompreensível" que Emiliano García-Page, único presidente autonômico do PSOE que governa com maioria absoluta, tenha que se submeter a um processo de primárias se assim o exigir 40 por cento da militância socialista em Castilla-La Mancha.

O novo Regulamento Federal de Desenvolvimento dos Estatutos do PSOE, aprovado em 27 de junho pelo Comitê Federal, estabelece que só serão convocadas eleições primárias para as candidaturas à presidência das comunidades autônomas quando assim o acordar o comitê autonômico correspondente, o respaldar a maioria de seus integrantes ou o solicitar mais de 40% da militância e da filiação direta do âmbito territorial afetado.

Na coletiva de imprensa desta terça-feira, após o Conselho de Governo e questionada sobre essa questão, a responsável de Economia, Empresas e Emprego reiterou que seria "incompreensível" que quem ostenta atualmente a maior liderança territorial dentro do PSOE "se veja ameaçado por disputas internas". A seu ver, "nisso não é no que está a gente", ressaltando que a cidadania da região, com especial preocupação em Guadalajara, mas também no conjunto de Castilla-La Mancha e "em nosso país", está "preocupada" pela situação em Guadalajara, aludindo ao incêndio declarado em La Mierla.

Franco insistiu que "nós", em alusão ao Governo de García-Page, "estamos centrados na gestão e na boa política", a que o presidente autonômico "realiza no território". Reiterou que "quem quiser estar na disputa em outros âmbitos está em seu direito, mas nós vamos continuar trabalhando na gestão".

Por sua parte, o conselheiro de Fomento, Nacho Hernando, foi um passo além em suas críticas. "Para mim é uma boa notícia que assumam que o presidente vai se apresentar à reeleição. Já o das primárias, é o de menos", destacou.

"Os golpistas que tivemos que expulsar do partido"

Hernando atacou aqueles que, a seu ver, danificaram a imagem da organização. "Quem não vai poder fazer primárias ou se apresentar a algumas primárias são alguns golpistas que tivemos que expulsar do partido", afirmou, apontando que "talvez" os estatutos deveriam ter sido reforçados também "em evitar que haja pessoas tomando decisões que depois resulta que nos supõem uma vergonha enorme".

Na sua opinião, o esforço do partido "deve" se concentrar agora mais nesse aspecto do que em promover primárias "a quem tem o respaldo da cidadania". Advertiu que a política não pode se limitar a debater sobre "os problemas dos políticos", mas deve se ocupar das soluções que a cidadania reclama.

Além disso, sublinhou que a decisão de García-Page sobre se voltar a concorrer ou não "não vai depender de um calendário de primárias", mas de "uma decisão pessoal" que, calcula, "pode ser até para o mês de fevereiro ou março". "Já se verá se não quer se dar o tempo que ele precisar para tomar essa decisão", acrescentou.

Hernando concluiu lembrando que "não é uma semana precisamente para estar pensando no funcionamento interno dos partidos nem das candidaturas. Acho que é preciso estar em coisas mais importantes", em alusão à emergência pelo incêndio em Guadalajara.

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