O banco brasileiro Bradesco fechou o primeiro semestre de 2026 com um lucro líquido de 12.080 milhões de reais (2.049 milhões de euros), o que representa um aumento de 1,8% em comparação com o mesmo período do exercício anterior.
Se não fosse levado em conta o efeito do Programa de Transação Integral (PTI), os lucros teriam subido 16,2%, alcançando 13.861 milhões de reais (2.351 milhões de euros).
As receitas operacionais somaram 17.596 milhões de reais (2.984 milhões de euros), um 14,7% a mais em relação ao ano anterior. Os juros líquidos menos provisões contribuíram com 21.271 milhões de reais (3.608 milhões de euros), um 9,1% a mais; as comissões geraram 20.859 milhões de reais (3.538 milhões de euros), um 3,9% a mais; e os negócios de seguros, planos de pensões e bônus contribuíram com 12.502 milhões de reais (2.120 milhões de euros), um 14,1% a mais.
No capítulo de custos, as despesas operacionais ascenderam a 32.614 milhões de reais (5.531 milhões de euros), um 5,5% acima do registro de um ano antes, enquanto as cobranças por obrigações tributárias elevaram-se a 4.662 milhões de reais (790,7 milhões de euros), um 4,7% a mais.
A entidade informou ainda sobre um lucro de 7.050 milhões de reais (1.196 milhões de euros) no segundo trimestre e um faturamento de 8.929 milhões de reais (1.514 milhões de euros), o que representa aumentos de 16,2% e 14,4%, respectivamente.
Bradesco detalhou que sua carteira de créditos cresceu 11,6%, chegando a 1,137 trilhões de reais (192.835 milhões de euros). Desse total, 656.900 milhões de reais (111.410 milhões de euros) correspondem a empréstimos a empresas e 479.700 milhões de reais (81.357 milhões de euros) a financiamento a particulares.
"Bradesco soube aproveitar as boas oportunidades de negócio, registrando seu décimo trimestre consecutivo de crescimento do lucro líquido e aumentando a rentabilidade sobre os ativos próprios (ROAE). Nossas receitas mostraram-se mais resistentes ao ambiente macroeconômico e nossas despesas de exploração continuam sob controle", afirmou o banco em seus resultados.
Previsões e política de dividendos
Em relação às projeções para 2026, o grupo mantém que o valor da carteira de crédito avançará entre 8,5% e 10,5%, e que os juros líquidos sem provisões situar-se-ão em uma faixa entre 42.000 e 48.000 milhões de reais (7.123 e 8.141 milhões de euros).
Em matéria de retribuição ao acionista, o banco aprovou em março um dividendo trimestral de 0,270307744 reais (0,046 euros) por ação ordinária e de 0,297338519 reais (0,05 euros) por título preferencial, com pagamento previsto para 30 de outubro. Além disso, em junho comunicou o pagamento de um dividendo semestral de 0,315359035 reais (0,053 euros) por ação e de 0,346894939 (0,059 euros) por cada participação preferencial, que será efetivo em 29 de janeiro de 2027.