Cerca de 500.000 pessoas trabalhadoras de 55 anos ou mais (concretamente, 497.600) continuam inscritas nas listas de desemprego na Espanha. Isso implica que aproximadamente um em cada cinco desempregados pertence a este grupo etário, apesar de que o mercado de trabalho tenha alcançado um máximo histórico com 22,8 milhões de pessoas ocupadas, segundo advertiu a Fundação Mais Sénior.
A partir dos dados da Pesquisa de População Ativa (EPA) do segundo trimestre, a entidade sublinha que, embora a economia espanhola tenha conseguido reduzir a taxa de desemprego abaixo de 10% (9,87%) pela primeira vez desde 2008, o desemprego entre os séniores mal se reduziu em 10.600 pessoas nos últimos doze meses.
A situação é ainda mais delicada na faixa de maiores de 60 anos, onde o desemprego aumentou 6% em relação ao ano anterior, o que representa 13.500 desempregados a mais do que há um ano.
A diretora geral da Fundação Mais Sénior, Sonia Catalán, destacou que esses números evidenciam que "completar anos continua sendo uma barreira para voltar a trabalhar". Ao mesmo tempo, alertou que a falta de reintegração ao mercado de trabalho a partir dessas idades complica a consolidação das contribuições para a futura pensão e provoca um custo direto para as empresas e para o conjunto da sociedade pela perda de conhecimento e produtividade.
Diante do progressivo envelhecimento demográfico, a organização insta as companhias a combater o etarismo nos processos de seleção, revisar os preconceitos na contratação e apostar na diversidade geracional para não deixar escapar o talento sénior.