O petróleo registrou um forte aumento nesta quarta-feira, com o barril de Brent superando novamente a marca de 90 dólares após avançar mais de 7%, em uma sessão marcada pelo aumento da tensão entre os Estados Unidos e o Irã após o ataque a uma base americana na Jordânia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu sobre uma represália contundente contra Teerã. "Nós vamos atacá-los com força", comentou o inquilino da Casa Branca em declarações à Fox News, depois que esta noite o Irã lançou uma saraivada de mísseis balísticos contra a base aérea e o quartel-general do Exército americano na Jordânia.
A reativação do conflito entre Washington e Teerã impulsionou imediatamente para cima a cotação do Brent, referência na Europa, que chegava a se encarecer até 7,2% em relação ao fechamento anterior e marcava um máximo intradia de 90,17 dólares por barril.
O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também reagiu com força: seu preço subia até 6,9% em relação ao fechamento de terça-feira, situando-se em 84,74 dólares por barril nos momentos de maior tensão no mercado.
Este novo aumento do petróleo e a maior incerteza sobre a evolução do conflito no golfo Pérsico chegam apenas algumas horas antes de o Federal Reserve dos Estados Unidos anunciar sua decisão sobre as taxas de juros, em uma reunião acompanhada com atenção pelos investidores.
Segundo os analistas consultados pela Europa Press, o banco central americano deverá optar por manter inalterado o preço do dinheiro na reunião de hoje, apoiando-se na recente melhora dos dados de inflação e emprego. No entanto, ressaltam que a instituição se manterá vigilante diante de um ambiente condicionado pela instabilidade no Oriente Médio.
Em seu último encontro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed decidiu por unanimidade manter a taxa de referência dentro da faixa alvo de 3,50% a 3,75%. Na ocasião, vários membros já se mostraram favoráveis a um novo aumento do preço do dinheiro, ao considerar que persistem as pressões inflacionárias.