Serra (Acave) reivindica a necessidade de uma voz única nas agências de viagens

Acave volta à CEAV para reforçar uma representação unificada do setor, enquanto Carlos Garrido se despede da presidência da Confederação.

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O presidente da Acave, Jordi Serra, sublinhou a relevância de que as agências de viagens tenham "uma voz única" para enfrentar os desafios compartilhados e manter a atenção nos problemas reais que afetam a indústria. Ele manifestou isso em uma entrevista após a aprovação, com o apoio de 80% dos sócios, do retorno da Acave à CEAV, um movimento que considera "chave" para avançar em direção a uma maior unidade do setor.

O retorno à CEAV foi ratificado pelos sócios da Acave em Assembleia, uma resolução que, segundo a associação, evidencia a intenção do setor de caminhar unido e deixar para trás disputas internas.

"A unidade setorial é um dos temas mais importantes do setor, porque é chave ter uma voz única", insistiu Serra, que defende que as decisões estratégicas devem ser submetidas ao critério dos sócios por "transparência democrática e valor associativo".

Desde a Acave, sustenta-se que uma representação mais integrada permitirá concentrar recursos nos principais desafios do setor e evitar sobreposições entre entidades. Nessa linha, a organização aposta em reforçar a coordenação com as administrações e em compartilhar estruturas e comitês de trabalho.

A Acave, que agrupa cerca de 350 sócios, dispõe de uma equipe de nove profissionais e maneja um orçamento próximo a 800.000 euros. A associação ressalta que contribuirá para a CEAV com sua experiência, seu conhecimento e sua capacidade operacional. Entre essas contribuições, destaca-se a implicação de seus comitês, o trabalho de seu departamento jurídico e seu conhecimento da ECTAA, a associação europeia de agências de viagens e operadores turísticos.

A entidade também ressalta seu propósito de colocar em marcha novos projetos que facilitem a atividade cotidiana de seus associados e de reforçar o trabalho conjunto dentro dos órgãos de governo da CEAV.

Quanto aos grandes desafios do setor, a Acave identifica como eixos prioritários o tratamento do risco de força maior derivado da normativa europeia, a criação de um fundo de cobertura para enfrentar gastos imprevistos gerados por situações como catástrofes naturais ou conflitos bélicos, assim como a colaboração com a Administração para potencializar o papel dos DMC (Destination Management Companies) como geradores de produto turístico nos distintos territórios.

Garrido se despede da presidência da CEAV

Esta nova etapa de colaboração coincide com a despedida de Carlos Garrido, já ex-presidente da CEAV, após ser designado há algumas semanas presidente em funções da Mesa do Turismo da Espanha, em substituição a Juan Molas.

O cargo passa agora a José Manuel Lastra, presidente em funções e até agora vice-presidente primeiro executivo da Confederação Espanhola de Agências de Viagens (CEAV).

Garrido quis fechar sua etapa à frente da CEAV com uma mensagem de agradecimento e valorizando o trabalho desenvolvido durante seu mandato, marcado pela transformação da organização e pela crise desencadeada pela pandemia.

Durante sua presidência, Garrido aponta que a CEAV conseguiu fortalecer âmbitos como a representação institucional, a defesa jurídica, a formação e a comunicação, além de enfrentar a maior crise da história do turismo com medidas direcionadas a proteger as empresas e os profissionais do setor.

Garrido também destacou como um dos marcos de sua gestão o crescimento da CEAV, que atualmente agrupa 39 associações e representa a maioria das agências de viagens espanholas.

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