A conquista do segundo Mundial da história da seleção espanhola teve esta segunda-feira um encerramento à altura do sucesso desportivo. Após as recepções oficiais com os reis e o presidente do Governo, os jogadores percorreram as ruas de Madrid em um ônibus aberto antes de culminar o dia com uma celebração multitudinária na praça de Cibeles, onde a música e o futebol compartilharam protagonismo durante várias horas, com artistas como Ana Mena ou Lola Índigo.
Até dois milhões de aficionados acompanharam a expedição, entre os que desfrutaram da passagem da rua e aqueles que esperavam na praça de Cibeles, convertida desde o início da tarde no grande ponto de encontro da torcida. O cenário instalado junto ao Palácio de Cibeles acolheu atuações musicais, a apresentação um a um dos campeões do mundo e os discursos com os quais a seleção quis agradecer o apoio recebido durante todo o campeonato.
A música acompanha os campeões
A festa começou até antes da chegada dos jogadores com um cartaz musical no qual participaram alguns dos artistas mais conhecidos do panorama nacional. Aitana, Ana Mena, Lola Índigo, Arde Bogotá e Viva Suecia foram alguns dos nomes que atuaram no cenário de Cibeles, junto a vários DJs encarregados de animar a espera dos aficionados.
Um dos momentos mais celebrados chegou com a atuação conjunta de Ana Mena e Lola Índigo, que interpretaram Pa ti toa, um tema que acompanhou vários jogadores da seleção durante o Mundial. Antes de subir ao palco, ambas reconheceram que enfrentavam a atuação com nervos por fazê-lo diante dos novos campeões do mundo e milhares de aficionados reunidos no centro de Madrid.
Cânticos, discursos e emoção em Cibeles
A chegada do ônibus aberto desencadeou a maior ovação da tarde. Os jogadores foram apresentados de maneira individual enquanto soavam algumas de suas músicas favoritas e o público cantava seus nomes. A celebração coincidiu ainda com o aniversário de Álex Baena, a quem companheiros e aficionados dedicaram um improvisado "Feliz aniversário".
Sobre o palco também tomaram a palavra o selecionador, Luis de la Fuente, e o capitão Rodrigo Hernández. O técnico agradeceu o apoio recebido durante todo o torneio e assegurou que o sucesso pertencia também à torcida, enquanto Rodri lembrou de Ferran Torres, autor do gol que decidiu a final contra a Argentina, como um dos grandes protagonistas do campeonato.
Uma celebração para fechar um dia histórico
A festa em Cibeles pôs o ponto final a uma jornada que começou com a chegada da seleção ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas e continuou com as recepções institucionais no Palácio da Zarzuela e no Palácio da Moncloa antes do percurso pelas principais ruas da capital.
O ato converteu Madrid no epicentro das celebrações pela segunda estrela do futebol espanhol.