Ampliação | Zelenski e Trump apostam em revitalizar a diplomacia enquanto continuam congeladas as negociações com a Rússia

Zelenski e Trump se reúnem na Casa Branca para impulsionar a diplomacia, reativar negociações e avançar nas licenças de produção de mísseis Patriot.

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Os presidentes da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e dos Estados Unidos, Donald Trump, celebraram nesta terça-feira no Salão Oval uma "boa reunião" que serviu, entre outros pontos, para insistir na necessidade de reforçar a via diplomática com o fim de pôr termo à guerra, em um contexto em que as conversas com a Rússia permanecem suspensas.

"O presidente e eu discutimos as licenças para a produção de interceptores Patriot e várias outras ideias que poderiam ajudar. Também falamos sobre diplomacia, é importante que o processo diplomático seja revitalizado", informou Zelenski após o encontro na Casa Branca.

Esses foram os primeiros detalhes que o mandatário ucraniano deu após seu encontro a portas fechadas com o líder americano, a quem agradeceu pelo "firme apoio" que os Estados Unidos têm prestado à Ucrânia durante todo o conflito com a Rússia, segundo destacou.

Esse reconhecimento é algo que as autoridades ucranianas têm procurado sublinhar após cada contato com seus homólogos americanos ou em intervenções públicas nas quais surge a questão, especialmente desde aquele encontro tenso de fevereiro de 2025, quando Zelenski foi repreendido por Trump e seu entorno, que o acusaram de se mostrar ingrato.

"Obrigado por tudo o que fazemos juntos para proteger as vidas dos ucranianos e avançar na paz", escreveu Zelenski em uma mensagem em suas redes sociais, na qual também quis transmitir suas condolências pela morte do senador Lindsey Graham, a quem definiu como um "verdadeiro amigo da Ucrânia".

De acordo com uma fonte consultada pela agência ucraniana RBC, o cara a cara foi "muito positivo". "Nada menos que um 8 sobre 10", avaliou, ressaltando como "máxima prioridade" o assunto das licenças para produzir os mísseis Patriot que os Estados Unidos concederam no início do mês na cúpula da OTAN em Ancara, após meses de pressões por parte de Zelenski.

"Conseguimos reativar as negociações", sublinhou essa fonte, que adiantou ainda que nas próximas semanas poderiam viajar à Ucrânia os enviados especiais de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner.

De Washington, por sua vez, limitaram-se a divulgar um breve comunicado através da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no qual se indica que a reunião com Zelenski foi "positiva e produtiva".

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