O Exército dos Estados Unidos manifestou nesta segunda-feira que facilitou a passagem de mais de mil barcos pelo estreito de Ormuz "apesar da agressão iraniana injustificada". Este desdobramento se desenvolve de forma paralela a um bloqueio naval sobre portos e costas iranianas, no âmbito do qual as forças americanas asseguram ter desviado 45 navios mercantes, imobilizado dois e abordado outros dois "para garantir o cumprimento" da operação, enquanto a via diplomática continua sem oferecer uma saída para o confronto.
"Nos últimos três meses, as forças americanas ajudaram mais de 1.000 navios a transitar com sucesso pelo estreito apesar da agressão iraniana injustificada, e esses trânsitos continuam hoje", indicou o Comando Central (CENTCOM) do Exército americano em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nessa mesma comunicação, o CENTCOM sublinhou que "a rota sul através do Estreito de Ormuz permanece livre e aberta para todos os navios mercantes que desejem transitar por esta via marítima internacional", apesar das numerosas explosões e incêndios registrados em embarcações da área nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, Teerã nega que exista uma passagem segura por "rotas paralelas" fora de seu controle.
Paralelamente a essas escoltas, as Forças Armadas americanas implementaram um bloqueio naval contra a República Islâmica. No âmbito desta operação, o CENTCOM situou em 45 o número de navios mercantes desviados, além de outros dois imobilizados e dois mais abordados para, como nos casos anteriores, "garantir o cumprimento do bloqueio", segundo detalhou o comando militar em uma publicação anterior nas redes.
No terreno diplomático, a Administração de Donald Trump transferiu sua confiança em fechar um acordo ao longo desta mesma semana. O Irã, por sua vez, limitou-se a qualificar de "positivas" suas conversas com as autoridades de Omã — país situado na margem oposta do estreito de Ormuz — sobre a gestão do trânsito por este corredor marítimo estratégico.