O CCG urge o Conselho de Segurança da ONU a frear os ataques do Irã na região

O CCG reclama ao Conselho de Segurança da ONU medidas urgentes para frear os ataques do Irã e os bloqueios em Ormuz e Bab el Mandeb.

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O secretário-geral do Conselho de Cooperação para os Estados Árabes do Golfo (CCG), Jasem Mohamed Al Budaiwi, alertou nesta quarta-feira que a atuação do Irã está minando os esforços da comunidade internacional para assentar a estabilidade, e instou o Conselho de Segurança da ONU a intervir para deter os ataques lançados por Teerã no Oriente Médio.

"Reiteramos nosso apelo à comunidade internacional e em particular ao Conselho, para que cumpra com suas responsabilidades, pondo fim a esses ataques e dissuadindo o Irã de continuar com suas políticas agressivas, de maneira que se preservem a paz e a segurança internacionais e se salvaguardem a soberania e a integridade territorial dos Estados", indicou diante do Conselho de Segurança da ONU.

O máximo responsável do CCG ressaltou que a postura de Teerã é "inaceitável" e "incompatível com a Carta das Nações Unidas". "Desde 28 de fevereiro, o Irã tem continuado lançando ataques com mísseis balísticos e drones contra os Estados membros do CCG e outros países, sem nenhuma justificativa legal", argumentou.

Na mesma linha, ressaltou que essas ofensivas "continuam" até hoje e "representam um grave perigo para os Estados membros do CCG, assim como para a paz e a segurança regionais e internacionais". "Esses ataques não têm apenas como alvo os países atacados, mas também constituem um padrão de conduta que, em última instância, prejudica a comunidade internacional", apontou.

Al Budaiwi acrescentou que as agressões contra embarcações e o bloqueio no estratégico estreito de Ormuz "constituem uma clara violação do Direito Internacional e minam a confiança na segurança de uma das vias marítimas mais importantes do mundo".

Além disso, indicou que "provocaram a perda de vidas humanas e sofrimento humanitário, afetando mais de 20.000 marinheiros de diversas nacionalidades". "Tiveram um impacto direto no comércio internacional e nas cadeias de suprimento globais", sublinhou.

Por outro lado, o secretário-geral também voltou a condenar as recentes "declarações hostis" dos rebeldes houthis do Iémen contra a Arábia Saudita, depois de acusar na véspera o grupo de agravar a situação do povo iemenita e ameaçar a segurança e a estabilidade da região, onde anunciou um bloqueio no estreito de Bab el Mandeb.

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