O Ministério das Relações Exteriores do Qatar reclamou a Israel que respeite e execute o acordo alcançado sobre a Faixa de Gaza, depois que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamás) deu seu aval a um plano de desarmamento progressivo e a transferir a gestão de seu arsenal a um comitê tecnocrata palestino, em linha com a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o futuro do território palestino.
"A parte palestina e Hamás expressaram seu compromisso com o acordado na 'folha de rota' e esperamos que a parte israelense cumpra plenamente seus compromissos, retire-se de Gaza e respeite o Direito Internacional", destacou o porta-voz da pasta, Mayid al Ansari, em uma coletiva de imprensa em Doha.
Na mesma intervenção, pediu à comunidade internacional que aumente a pressão sobre Israel para que "implemente o acordo, cesse seus ataques" e proceda à retirada do enclave palestino. "Os mediadores destacam a necessidade de acelerar a implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo em Gaza", acrescentou.
Essas declarações chegam depois que Hamás e Jihad Islâmica reiteraram que suas brigadas não entregarão seu armamento enquanto Israel mantiver os bombardeios sobre Gaza e não iniciar um recuo das áreas ocupadas dentro do enclave palestino.
Em sentido contrário, a Junta de Paz de Gaza ressaltou que as forças israelenses somente abandonarão a Faixa quando Hamás estiver desarmado "completamente" após uma reunião "construtiva e exaustiva" entre seu diretor, o diplomata búlgaro, Nicolai Mladenov, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, realizada em Jerusalém.