O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou esta quarta-feira que colocará em marcha contra o Irã "a operação econômica mais devastadora já empreendida", descrevendo "uma guerra econômica e um isolamento sem precedentes" com a qual a Casa Branca imporá "tremendas consequências econômicas" a qualquer país que permita algum tipo de respaldo a Teerã através de suas instituições ou companhias.
"Anuncio a operação econômica mais devastadora já empreendida contra país algum. Será uma guerra econômica e um isolamento sem precedentes", declarou nas redes o magnata republicano.
No mesmo mensagem, o mandatário advertiu de "tremendas consequências econômicas" para todo Estado que "permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam algum tipo de ajuda ao Irã".
"Contrabando de petróleo, linhas de intercâmbio, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada: tudo isso deve terminar agora. Sabem quem são", apontou, qualificando seu anúncio como um "dia D econômico", uma referência direta ao desembarque da Normandia na Segunda Guerra Mundial, considerado um momento decisivo da ofensiva aliada contra a ocupação nazista na Europa Ocidental.
Em seguida, e deixando para trás o tom mais ameaçador das primeiras mensagens, Trump apelou à cooperação internacional: "Precisamos que todos os nossos aliados se unam aos Estados Unidos para isolar e derrotar a ameaça iraniana", enfatizou.
"Esses fanáticos estão contra as cordas, e essas medidas históricas os enfraquecerão e impedirão de semear o terror em todo o mundo", sustentou, antes de encerrar sua intervenção assegurando que "Irã nunca terá uma arma nuclear".