Bendodo (PP) vê na crise migratória de Ceuta a extrema fraqueza do Governo e adverte que isso não acabou

Bendodo acusa o Governo de fraqueza diante da crise migratória em Ceuta e sustenta que a situação continua aberta apesar da mensagem de normalidade.

2 minutos

fotonoticia 20260802133407 1920

fotonoticia 20260802133407 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

2 minutos

Mais lido

O vice-secretário de Política Autonômica, Municipal e Análise Eleitoral do PP, Elías Bendodo, apontou neste domingo que a crise migratória registrada em Ceuta nos últimos dias "não terminou" e reprochou ao Executivo central que tente projetar "uma imagem de normalidade" quando, segundo sublinhou, "os imigrantes continuam vagando pelas ruas" da cidade autônoma.

Em uma atenção à mídia em Marbella (Málaga), Bendodo lançou uma mensagem de apoio a Ceuta e Melilla e sustentou que o que ocorreu na fronteira ceutiana obedece, em sua opinião, à "extrema fraqueza" do Governo da Espanha. "Esta é uma crise que se arrasta há muito tempo", indicou, atribuindo-a a um Executivo que qualificou de "ineficaz, instável e fraco".

O dirigente 'popular' também atacou as manifestações do presidente do Governo, Pedro Sánchez, e do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, sobre o desenvolvimento da crise, assegurando que "nenhum dos dois oferece uma imagem ajustada à situação que se mantém nas ruas de Ceuta".

"Esta manhã víamos como ainda há centenas e centenas de imigrantes que não voltaram. Estão vagando pelas ruas, pelas praias, porque não voltaram; Marlaska nos mentiu novamente; Sánchez nos mentiu novamente quando disse que em 24 horas resolveu esta crise, quando na verdade esta é uma crise que se arrasta há muito tempo", sustentou Elías Bendodo.

Nesta linha, censurou que Sánchez permaneça de férias em Lanzarote enquanto "a crise não está resolvida". A seu ver, o chefe do Executivo evidencia assim uma "desconexão da realidade" apesar de que "persistia a situação migratória em Ceuta", uma atitude que Bendodo qualificou de "irresponsável".

Da mesma forma, questionou a gestão da política migratória por parte do Governo e ressaltou que "com a imigração não se pode frivolizar nem usar como cálculo político". Considera que o cenário atual exige "sentido de Estado e capacidade diplomática internacional". Fez referência igualmente às imagens da chegada de imigrantes a Ceuta e aos vaias que, segundo apontou, recebeu Sánchez durante sua visita à cidade autônoma. "Deveria se atentar o presidente do Governo", afirmou, ao entender que esses fatos deveriam levar o Executivo a uma reflexão sobre sua política migratória.

O responsável 'popular' reivindicou além da postura do PP em relação a Ceuta e Melilla e garantiu que ambas as cidades autônomas serão "prioridades estratégicas" para um eventual Governo do Partido Popular. Nesse contexto, destacou as iniciativas defendidas por sua formação, como declarar Ceuta e Melilla de interesse para a segurança nacional e reformar a Lei de Estrangeiros.

"Nosso presidente e nosso partido se comprometeram claramente com Ceuta e com Melilla", manifestou Bendodo, ressaltando que o PP se sente "orgulhoso" das duas cidades autônomas. Para concluir, exigiu o retorno dos imigrantes que tenham acessado de forma irregular a Ceuta e reiterou sua reprovação à atuação do Executivo. "A imigração não admite frivolidades", finalizou, insistindo que a resposta deve conjugar o controle das fronteiras com a ação diplomática.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?