O Congresso aprova em comissão a lei de nacionalidade para saharauis e a enviará ao Plenário em setembro

A Comissão de Justiça impulsiona a lei que concede a nacionalidade a saharauis e a remeterá ao Plenário em setembro após mais de um ano bloqueada.

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A Comissão de Justiça do Congresso se reúne esta quinta-feira com a intenção de avançar com o parecer da proposta de lei que reconhece a nacionalidade espanhola às pessoas nascidas no Saara Ocidental quando estava sob administração espanhola, assim como aos seus descendentes. No entanto, a aprovação definitiva do Plenário não está prevista até o próximo período de sessões, que começará em setembro.

A condição de saharaui nascido nesse contexto poderá ser justificada mediante DNI espanhol (embora esteja vencido), recibo de inscrição no censo para o Referendo do Saara Ocidental expedido pela ONU, certificado de nascimento, livro de família, certificado de escolarização, pensões de aposentadoria ou certificados de hospitalização e assistência médica, entre outros documentos. O PSOE rejeitou aceitar como válidos os documentos emitidos pelo Frente Polisário, por não estar oficialmente reconhecido como autoridade.

A petição para obter a nacionalidade não levará associado nenhum tipo de taxa e deverá ser apresentada em um prazo de três anos a partir da entrada em vigor da norma, que ocorrerá seis meses após sua publicação no Boletim Oficial do Estado.

MAIS DE UM ANO NA "NEVERA" PARLAMENTAR

A proposta de lei permaneceu mais de um ano paralisada na "geladeira" do Congresso e o Sumar vinha desde abril tentando reativá-la, apresentando aos grupos progressistas, incluindo o PSOE, uma proposta de emendas transacionais que integrasse as distintas sugestões.

Em junho, as duas formações que sustentam o Governo de coalizão conseguiram aproximar posições e finalmente acordaram uma série de modificações sobre o texto inicial, que foram ratificadas em 30 de junho pela ponência com o apoio dos parceiros de esquerda, enquanto o Junts optou pela abstenção. O PP --que em um primeiro momento se mostrou favorável à iniciativa-- e o Vox votaram contra, ficando em minoria.

Por serem julho e agosto meses não úteis na atividade parlamentar ordinária, o Ministério da Justiça pediu à Mesa do Congresso habilitar julho para poder continuar com a tramitação. O Sumar pretendia que o debate em comissão se realizasse em 14 de julho e que o texto fosse elevado ao Plenário nesta mesma quinta-feira.

No obstante, a comissão foi finalmente marcada para essa data, de modo que o projeto não será debatido no Plenário até a primeira sessão ordinária de setembro, salvo se for convocado um Plenário extraordinário antes. Em qualquer caso, após superar o Congresso, a lei deverá completar seu percurso no Senado.

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