O PP aguarda se se derruba a instrução que amplia a 'lei dos netos' antes de explorar outras vias

O PP espera a resposta sobre a nulidade da instrução que amplia a 'lei dos netos' antes de decidir se recorre a outras vias, incluindo a judicial.

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A porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, indicou esta terça-feira que o partido permanece à espera de que se resolva se se anula ou não a instrução emitida pelo Ministério da Justiça que amplia a concessão de nacionalidades ao abrigo da conhecida como 'lei dos netos'.

Muñoz explicou em coletiva de imprensa que o PP optou por esperar a resposta da Administração antes de dar novos passos em relação a esta normativa. Questionada se a formação recorrerá à via judicial para tentar frear as nacionalizações derivadas da 'lei dos netos', lembrou que, por enquanto, o procedimento se centra no âmbito administrativo.

"Isso é a via administrativa e, portanto, até que não nos respondam não podemos seguir com outro tipo de vias", declarou a dirigente popular diante dos meios.

Esta segunda-feira, a vice-secretária de Coordenação Setorial do PP, Alma Ezcurra, confirmou que o Partido Popular registrou de forma oficial "a nulidade de ofício" de dita instrução, um movimento que o Vox já havia realizado algumas semanas antes.

Há algum tempo, os 'populares' vêm denunciando que, após a entrada em vigor da Lei de Memória Democrática em outubro de 2022, a Direção Geral de Segurança Jurídica e Fé Pública — então dirigida por Sofía Puente, irmã do atual ministro dos Transportes — aprovou uma instrução para ordenar o processo de nacionalizações por esta via na qual, segundo o PP, "se reinterpretou a lei".

Críticas do PP ao procedimento e apoio da JEC às suas dúvidas

Em suas declarações no Congresso, Muñoz referiu-se também à resolução da Junta Eleitoral Central (JEC), que exige justificar em que província se inscrevem os novos eleitores nacionalizados pela 'lei dos netos' e reclama ao Escritório do Censo que transfira aos consulados diretrizes claras sobre os critérios para determinar o lugar em que poderão exercer seu direito ao voto.

A porta-voz popular ressaltou que o pronunciamento da JEC vem "confirmar as suspeitas" que mantinha o Partido Popular. "Não estão fazendo as coisas como deveriam", enfatizou, insistindo que o procedimento atual não oferece as garantias que, em sua opinião, seriam necessárias.

Segundo tem defendido Muñoz, a nacionalidade deve "conceder por lei, não mediante uma instrução de uma Direção Geral". "Então o que fizemos foi apresentar à Direção Geral uma reformulação dessa instrução", afirmou, para ressaltar a seguir que, até que não recebam resposta, não podem "seguir com outro tipo de vias".

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