Planas atribui a implicação de Zapatero no resgate da Plus Ultra a uma estratégia de defesa de Julio Martínez

Luis Planas enquadra a acusação de Julio Martínez contra Zapatero no caso Plus Ultra em uma estratégia de defesa e reivindica a legalidade do resgate.

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O ministro da Agricultura, Luis Planas, assinalou esta quarta-feira que as manifestações do empresário Julio Martínez perante o juiz José Luis Calama, responsável pela instrução do 'caso Plus Ultra', respondem a uma "estratégia de defesa". Na sua declaração, Martínez apontou que o ex-presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, teria liderado o processo de resgate da companhia aérea.

Planas explicou que "já o víamos e dizíamos de alguma forma que em relação a algum expediente judicial recente, pois era de esperar que alguém se dirigisse para aí", embora tenha insistido que não se pode "opinar de cada momento" de uma investigação judicial em curso.

O ministro ressaltou que, nesta fase processual, o importante é que "se complete de devida forma e a partir daí se tirem as conclusões", enfatizando que Zapatero "tem direito a defender sua presunção de inocência como qualquer cidadão".

Ele precisou, no entanto, que essa defesa deve se sustentar "nos fatos" e ressaltou que "as explicações têm que ser dadas por quem tem que dá-las", em referência aos implicados na causa.

Defesa do procedimento de resgate

Em relação ao resgate da companhia aérea, Planas recordou que, durante a crise sanitária, numerosas empresas "se viram muito afetadas entre sua atividade", especialmente em setores como o turismo e o transporte aéreo. Por este motivo, foi colocado em marcha um fundo de solvência, avalizado pela Comissão Europeia, com o objetivo de "poder proporcionar liquidez e resgatar determinadas companhias".

Neste contexto, indicou que no conjunto da União Europeia foram aprovadas múltiplas operações de resgate sob esses mesmos critérios, e que a Espanha não foi uma exceção. Segundo detalhou, o procedimento se desenvolveu "de forma muito rigorosa" por parte da SEPI, com o apoio de consultoras jurídicas e financeiras externas.

Planas acrescentou que todo esse mecanismo esteve sujeito a um "controle posterior" por parte da Comissão Europeia, do Tribunal de Contas e da própria justiça, o que, a seu juízo, demonstra que "não há a menor dúvida da legalidade e das condições" nas quais se executou o resgate, tramitado mediante um procedimento administrativo que qualificou de "perfeito".

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