O secretário-geral do PP, Miguel Tellado, denunciou esta quinta-feira que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, "comprou" a vice-presidente segunda e ministra do Trabalho e Economia Social, Yolanda Díaz, através de uma proposta vinculada à Organização Internacional do Trabalho (OIT) em troca do "silêncio" de Sumar diante dos supostos casos de corrupção que envolvem o Executivo e o PSOE.
Moncloa divulgou esta quinta-feira um comunicado no qual anuncia que o Governo decidiu propor Yolanda Díaz como candidata à direção geral da Organização Internacional do Trabalho. O próprio chefe do Executivo, Pedro Sánchez, divulgou a notícia em sua conta na rede social 'X', onde destacou que é uma "honra" tornar pública esta candidatura.
Para Tellado, trata-se do "preço que Yolanda Díaz colocou para encobrir a corrupção de Sánchez". "Assim tudo se entende melhor", afirmou em uma mensagem na rede social 'X' recolhida pela Europa Press.
"Tinha um preço" e uma "saída lucrativa" do Governo
Em uma entrevista posterior na 'Telencico', o dirigente do PP insistiu nesta ideia e lembrou que há semanas já questionaram no Congresso a Yolanda Díaz "o que mais tinha que acontecer para que abandonasse este Governo de corrupção".
"E a realidade é que agora já entendemos tudo. Sánchez comprou Yolanda Díaz oferecendo-lhe um cargo na OIT em troca de que seu apoio a este Governo se mantenha durante os próximos meses", assegurou.
Segundo Tellado, Yolanda Díaz "tinha um preço" e "era buscar uma saída do Governo que fosse lucrativa economicamente". "E é o que Sánchez lhe ofereceu hoje e o que explica o silêncio de Sumar a todos os casos de corrupção que cercam Pedro Sánchez", acrescentou, finalizando com que "A senhora Yolanda Díaz tinha um preço, e o preço era OIT".
Unidade entre PP e Vox na "prioridade nacional"
Após a aprovação nas Les Corts Valencianes dos Orçamentos autonômicos pactuados por PP e Vox, que incorporam na lei o conceito de 'prioridade nacional', Tellado ressaltou que não haverá "fissuras na defesa da prioridade nacional entre o Partido Popular e Vox".
Explicou que a prioridade nacional incluída nos acordos de governo de PP e Vox na Extremadura, Aragão, Castela e Leão e Andaluzia "não é mais do que priorizar o enraizamento das pessoas ao acessar os serviços públicos".
"Isso é o que nós acordamos, isso é o que defendemos, isso é o que nos parece razoável", enfatizou, apontando que se trata de um critério que já teria sido aplicado "muitos governos ao longo das últimas décadas em nosso país", e mencionou como exemplo Patxi López quando foi "lehendakari no País Basco".
O possível retorno de Puigdemont e os Orçamentos
Questionado se considera que chegou o momento de que o ex-presidente catalão Carles Puigdemont volte à Espanha, o secretário-geral do PP respondeu que "isso tem que ser decidido pela Justiça de acordo com a legalidade vigente". "E, portanto, não é uma decisão política sobre a qual o Partido Popular deva se pronunciar. E, portanto, acreditamos que não nos cabe a nós", apontou.
Quanto a uma eventual negociação dos Orçamentos Gerais com Puigdemont, Tellado sublinhou que o ex-presidente da Generalitat "não está no Congresso dos Deputados" e, consequentemente, não é "interlocutor" do PP.