O fenômeno Victoria: por que a herdeira se tornou o principal ativo da Coroa sueca

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Longe de responder a um fenômeno midiático ou de popularidade, o crescente protagonismo da princesa herdeira reflete uma estratégia institucional de longo prazo com a qual a Suécia prepara, há mais de uma década, a transição geracional da Coroa. Um processo que contrasta com outras monarquias europeias pelo contexto em que se produz, embora compartilhe com elas uma nova geração de herdeiras chamadas a garantir a continuidade da instituição.

Cada verão, as imagens da família real sueca reunida no Palácio de Solliden, por ocasião do aniversário da princesa herdeira Victoria, voltam a percorrer as capas de meio mundo. Este ano não foi uma exceção. A celebração do 48º aniversário da futura rainha reativou o interesse internacional por uma figura que, há tempos, transcende o âmbito protocolar para se tornar o principal referente institucional da monarquia sueca.

No entanto, falar do "fenômeno Victoria" pode levar a uma interpretação errônea se for entendido unicamente como um fenômeno de popularidade. A explicação é bastante mais profunda.

O momento da Suécia

Não se trata de que Victoria seja uma herdeira excepcional em relação ao resto das futuras rainhas europeias. Também não se trata de que a Suécia tenha descoberto uma fórmula inédita para modernizar sua Coroa. O que verdadeiramente é relevante é o momento institucional que atravessa a monarquia sueca e a forma como tem gerido, durante mais de uma década, a transição geracional da instituição.

Porque o verdadeiro protagonista não é apenas Victoria. É a própria Coroa. Daí que esteja sendo realizada uma estratégia de Estado para preparar a sucessão e que a monarquia sueca esteja há anos desenvolvendo uma transição silenciosa.

Uma transição silenciosa

Embora Carlos XVI Gustavo continue exercendo plenamente como chefe de Estado e nunca tenha mostrado intenção de abdicar, a Casa Real tem deslocado progressivamente boa parte do protagonismo institucional para a princesa herdeira.

Não foi uma mudança improvisada. A estratégia começou a se consolidar há mais de quinze anos, coincidindo com um dos momentos mais delicados do reinado.

A publicação, em 2010, do livro O monarca relutante (Den motvillige monarken), que reunia diversas informações sobre a vida privada do rei, abriu um intenso debate na Suécia sobre a imagem da instituição. Embora Carlos XVI Gustavo tenha rejeitado as acusações, o episódio representou um ponto de inflexão para uma Coroa que entendeu a necessidade de reforçar a confiança cidadã projetando o futuro da instituição sobre a figura da herdeira.

Desde então, Victoria tem aumentado de forma constante sua presença na representação do Estado: visitas oficiais, viagens internacionais, missões comerciais, encontros diplomáticos e atos institucionais fazem parte habitual de uma agenda que, em muitos aspectos, já antecipa as responsabilidades que assumirá quando acessar ao trono.

Uma geração de herdeiras europeias

A evolução de Victoria também não pode ser analisada de forma isolada.

Na verdade, a Europa vive uma renovação geracional de suas monarquias. A princesa Leonor de Bourbon, herdeira da Coroa espanhola; Elisabeth da Bélgica; Amália dos Países Baixos ou Ingrid Alexandra da Noruega representam uma nova geração de futuras rainhas com uma preparação acadêmica e institucional muito distinta da de gerações anteriores.

Todas elas compartilham uma formação internacional, preparação militar, conhecimento de idiomas e uma incorporação progressiva à vida pública.

A Espanha constitui, precisamente, um dos exemplos mais claros dessa evolução. Sob o reinado de Felipe VI, a incorporação institucional da princesa Leonor está se desenvolvendo de forma gradual e ordenada, com um roteiro perfeitamente definido e uma crescente aceitação social. A herdeira espanhola tem assumido novas responsabilidades públicas enquanto completa sua formação militar, em um processo que responde a uma planejamento institucional similar em suas formas, embora muito diferente em seu contexto.

A diferença com a Suécia não reside, portanto, na preparação de Victoria, mas no momento que vive cada instituição.

Enquanto a Coroa espanhola enfrenta o futuro a partir de um reinado plenamente consolidado, a monarquia sueca encontrou em sua herdeira o eixo sobre o qual projetar uma nova etapa após as controvérsias que marcaram os últimos anos do reinado de Carlos XVI Gustavo.

A herdeira como principal ativo institucional

Victoria da Suécia nasceu em 1977 e passou a se tornar herdeira ao trono após a reforma constitucional de 1980, que introduziu a primogenitura absoluta e tornou a Suécia a primeira monarquia europeia a reconhecer a igualdade sucessória entre homens e mulheres.

Durante mais de quatro décadas, ela se preparou para esse papel.

Sua formação inclui estudos em Ciências Políticas, História e Relações Internacionais, além de preparação militar e uma intensa atividade diplomática. A isso se soma uma trajetória institucional de mais de vinte anos representando a Suécia no exterior.

Esse percurso explica que hoje a herdeira seja percebida como uma figura plenamente consolidada e não apenas como a futura rainha.

De fato, as pesquisas publicadas periodicamente na Suécia a colocam há anos entre as personalidades públicas mais bem avaliadas do país, com níveis de confiança superiores até mesmo aos do próprio monarca.

Mas essa popularidade não constitui um fim em si mesma.

Sua principal contribuição tem sido reforçar a credibilidade da instituição em um momento em que a Coroa precisava projetar estabilidade, continuidade e capacidade de adaptação.

Uma monarquia mais reduzida e profissionalizada

A consolidação do papel de Victoria coincidiu com outra mudança relevante.

Em 2019, Carlos XVI Gustavo decidiu reduzir o número de membros da Família Real com funções oficiais, limitando a representação institucional ao núcleo diretamente vinculado à Chefia de Estado.

A medida buscava racionalizar a estrutura da Casa Real, delimitar com maior clareza as responsabilidades públicas e adaptar a instituição a uma sociedade cada vez mais exigente com a transparência e o uso dos recursos públicos.

Esse processo de profissionalização contribuiu para reforçar a percepção de uma monarquia centrada em suas funções constitucionais e afastada do protagonismo midiático.

O "Victoria Day", um símbolo da transição

Cada 14 de julho, a celebração do aniversário da herdeira se torna muito mais do que um ato familiar.

O denominado Victoria Day reúne o rei, a rainha Silvia, o príncipe Daniel e os filhos do casal, a princesa Estela e o príncipe Óscar, em uma imagem que simboliza três gerações de continuidade institucional.

A fotografia resume a mensagem que a Casa Real sueca vem construindo há anos: uma instituição que prepara com antecedência a sucessão e que coloca o futuro no centro de sua estratégia de estabilidade.

Não é casual que o interesse internacional por Victoria aumente a cada verão. Sua figura representa a continuidade de uma Coroa que decidiu preparar a transição sem sobressaltos e sem transformar a sucessão em um acontecimento traumático.

Mais instituição que fenômeno

Talvez o maior erro seja definir o caso de Victoria unicamente como um fenômeno de popularidade.

Seu sucesso -explicam os especialistas em monarquia- não reside exclusivamente em sua proximidade, sua formação ou sua elevada valorização cidadã. Essas características são compartilhadas, em maior ou menor medida, por outras herdeiras europeias. A singularidade do caso sueco reside em ter convertido a herdeira no principal eixo da continuidade institucional muito antes de que ocorra a sucessão.

Esse é o autêntico "fenômeno Victoria": não a ascensão de uma princesa especialmente carismática, mas a consolidação de uma estratégia institucional que permitiu que boa parte da confiança dos cidadãos na monarquia sueca se projete já sobre o futuro.

 

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¿En qué estado se encuentra la tramitación parlamentaria de una reforma constitucional en Suecia para la monarquía?

Con la información disponible, no consta que haya en este momento una reforma constitucional sobre la monarquía en Suecia en tramitación activa en el Riksdag. Las fuentes consultadas describen el marco general de reforma constitucional sueco y el carácter simbólico de la monarquía, pero no identifican ninguna iniciativa reciente, con apoyos suficientes, para abolirla o modificarla de forma sustancial. En consecuencia, todo apunta a que la monarquía sueca no está hoy sometida a un proceso formal de revisión constitucional en el Parlamento, más allá de debates académicos y comparados. Debe tenerse en cuenta además que mi especialización es la política española, por lo que la información sobre el caso sueco es de carácter general.

Marco constitucional sueco y reforma de la monarquía

La estructura básica de la Constitución sueca se recoge en la entrada general sobre la Constitución de Suecia y en compilaciones jurídicas como la base de datos de WIPO o el comparador del Congreso chileno [enlace]. Todas coinciden en que una reforma constitucional ordinaria exige dos decisiones idénticas del Riksdag, separadas por unas elecciones generales. Esto significa que cualquier cambio relevante sobre la Jefatura del Estado —incluida una eventual abolición o transformación de la monarquía— tendría que superar dos votaciones sucesivas en legislaturas distintas.

Además, el propio sistema sueco prevé la posibilidad de celebrar un referéndum consultivo o de carácter bloqueante en determinadas reformas, aunque siempre como complemento a la doble decisión parlamentaria, nunca como sustituto. La monarquía sueca se configura como una monarquía parlamentaria estricta, con funciones primordialmente ceremoniales, tal y como se describe en Rey de Suecia, en análisis doctrinales sobre la “monarquía simbólica” de 1975 ([enlace]) o en estudios comparados sobre la política sueca (política de Suecia, perfil de Suecia, monarquía da Suécia).

Desde el punto de vista material, esos trabajos subrayan que el monarca no tiene iniciativa de reforma ni poder de veto: la revisión constitucional es competencia del Parlamento, no de la Corona. Esto se recoge tanto en la descripción institucional general en sueco y en inglés como en estudios académicos accesibles en español, por ejemplo el análisis de derecho constitucional comparado disponible en la Universidad de Granada ([enlace]) o trabajos específicos sobre monarquías europeas y opinión pública, como el de la red REMCO ([enlace]) y otros estudios monográficos ([enlace]).

En el plano cívico, la propia administración sueca explica el funcionamiento de las instituciones y las vías de influencia ciudadana —incluida la reforma constitucional— en recursos divulgativos como “Así se gobierna Suecia”. Ahí se insiste en el papel central del Riksdag y en la lógica parlamentaria del sistema, también en lo que respecta a la forma de Estado.

¿Hay hoy un proceso para abolir o cambiar la monarquía?

Las fuentes manejadas no identifican ninguna propuesta concreta de abolición de la monarquía o de transformación radical de la institución que esté actualmente viva en el Riksdag y haya cruzado los umbrales formales de la reforma constitucional (doble votación, etc.). Lo que aparece, tanto en bases jurídicas como en análisis académicos, es la descripción de un modelo de monarquía estrictamente parlamentaria, sin poder ejecutivo, que no se percibe como foco de conflicto institucional inmediato.

En el ecosistema mediático español y europeo, la monarquía sueca suele mencionarse más como ejemplo de monarquía “adaptada” y simbólica que como institución bajo amenaza. Por ejemplo, el periódico Demócrata, al analizar el papel de la Corona española, cita a Suecia entre las monarquías parlamentarias “más sólidas de Europa” que han sobrevivido gracias a su capacidad de adaptación y modernización (artículo “La Corona que escucha”).

Frente a otros países donde sí se han registrado y votado propuestas concretas para pasar de monarquía a república —caso de Noruega, que el propio Demócrata detalla en esta pieza sobre el Storting—, no aparece un movimiento equivalente, formalizado como reforma constitucional, en el caso sueco en los últimos años.

Limitaciones y enfoque

Mi ámbito principal de especialización es la política y la producción normativa en España (Cortes Generales, Gobierno, comunidades autónomas), con apoyo en la cobertura de Demócrata sobre monarquía y reformas constitucionales españolas —por ejemplo, en piezas como el homenaje a la monarquía parlamentaria o los análisis sobre el coste y la percepción de la Corona en Europa ([enlace] y [enlace]).

En materia sueca, por tanto, solo puedo trasladar el marco general que ofrecen las fuentes comparadas citadas y la ausencia de señales claras de una tramitación parlamentaria activa para reformar la monarquía. No se dispone de más información en las fuentes consultadas sobre iniciativas concretas recientes en el Riksdag para abolir o modificar la monarquía sueca.

¿Qué pasos concretos tendría que seguir el Riksdag si algún partido presentara una propuesta para abolir la monarquía sueca? ¿En qué se diferencia el modelo de monarquía parlamentaria de Suecia del que recoge la Constitución española de 1978? ¿Ha habido en los últimos años en España iniciativas parlamentarias formales para reformar la Corona o avanzar hacia la república?

¿Cuáles son las funciones constitucionales del jefe del Estado en Suecia según la legislación vigente?

En la Suecia actual, el jefe del Estado es el rey (o la reina), pero sus funciones constitucionales son casi exclusivamente representativas y ceremoniales. La Constitución sueca vigente (sobre todo el Instrumento de Gobierno de 1974) retiró al monarca cualquier poder político efectivo, que reside en el Riksdag (Parlamento) y en el Gobierno. El jefe del Estado simboliza la unidad del país, representa oficialmente al Estado sueco y participa en determinados actos formales, sin poder de decisión sobre leyes, gobierno o política exterior.

Marco constitucional básico

El régimen sueco se organiza como una monarquía parlamentaria. El texto clave es el Instrumento de Gobierno de 1974, que redefinió el papel de la Corona. Desde entonces:

  • El jefe del Estado es el rey o la reina reinante, según el orden de sucesión fijado por la Ley de Sucesión.
  • El poder ejecutivo efectivo corresponde al Gobierno, responsable ante el Riksdag.
  • El monarca carece de competencias políticas sustantivas (no sanciona leyes, no nombra libremente al Gobierno, no puede vetar decisiones parlamentarias).

Las funciones constitucionales del jefe del Estado se describen esencialmente como tareas de representación del Estado y participación en determinados ritos de Estado.

Funciones representativas y simbólicas

La Constitución sueca asigna al jefe del Estado un papel central como símbolo de la continuidad histórica de Suecia y de la unidad de la nación. Entre estas funciones destacan:

  • Representación del Reino de Suecia tanto dentro del país como en el extranjero, en actos oficiales y ceremonias de Estado.
  • Recepción de jefes de Estado extranjeros en visitas de Estado a Suecia y realización de visitas de Estado a otros países, acompañado normalmente por miembros del Gobierno.
  • Participación en celebraciones nacionales, como el Día Nacional de Suecia, actos conmemorativos, aniversarios institucionales y grandes eventos públicos de carácter estatal.

Estas funciones no implican capacidad de decisión política, sino presencia institucional y protocolaria en nombre del Estado sueco.

Relación con el Riksdag y el Gobierno

La legislación vigente define también ciertas tareas del jefe del Estado vinculadas al funcionamiento de las instituciones, pero sin poder de dirección:

  • Apertura de la legislatura: el monarca inaugura formalmente el año de sesiones del Riksdag con un discurso protocolario. Ese discurso no marca el programa político, que corresponde al Gobierno, sino que tiene carácter simbólico.
  • Consejos especiales con el Gobierno: la Constitución prevé que el jefe del Estado presida determinados consejos o reuniones informativas con el Gobierno, en especial tras elecciones, crisis o acontecimientos relevantes. Son sesiones de información, no de toma de decisiones.
  • Informes regulares del Gobierno: el Ejecutivo mantiene informado al monarca sobre los asuntos generales del Estado, reforzando el papel de la Corona como testigo y símbolo de la vida constitucional.

En todo caso, la iniciativa política y la responsabilidad constitucional recaen exclusivamente en el Gobierno y el Riksdag, no en el jefe del Estado.

Funciones en política exterior

En Suecia, la competencia en política exterior es del Gobierno, pero la Constitución confiere al jefe del Estado un papel representativo complementario:

  • Actos formales de política exterior, como banquetes de Estado, ceremonias de recepción de cartas credenciales de embajadores y determinados actos diplomáticos solemnes.
  • Participación en visitas de alto nivel, donde el monarca acompaña o respalda la acción del Gobierno, pero sin dirigir la política exterior ni negociar acuerdos.

Las decisiones sobre tratados, alianzas o posiciones internacionales son competencia gubernamental, controlada por el Parlamento.

Otras funciones ceremoniales

La legislación también prevé otros cometidos de carácter honorífico:

  • Concesión de ciertas distinciones y órdenes de carácter real, cuando estos honores están vinculados a la Casa Real y reconocidos por el ordenamiento.
  • Patrocinio de instituciones culturales, científicas o sociales, mediante la aceptación de altos patronazgos que refuerzan el prestigio de dichas entidades.
  • Participación en actos de las Fuerzas Armadas, desfiles y ceremonias militares, sin mando operativo ni capacidad de decisión militar.

Límites y ausencia de poder político

Un rasgo esencial del modelo sueco es que todas estas funciones están claramente delimitadas para evitar interferencias políticas:

  • El jefe del Estado no firma leyes ni decretos con efecto jurídico; las normas entran en vigor sin intervención de la Corona.
  • No nombra ni destituye al jefe del Gobierno; esa competencia corresponde al Riksdag, que elige al primer ministro, y al presidente del Riksdag, que gestiona el proceso.
  • No tiene derecho de veto ni iniciativa legislativa propia en el plano constitucional.

En síntesis, según la legislación sueca vigente, el jefe del Estado ejerce un papel estrictamente representativo y ceremonial, sin poder político efectivo, en el marco de una monarquía parlamentaria donde la soberanía práctica reside en el Parlamento y el Gobierno.

¿Qué diferencias concretas hay entre las funciones del jefe del Estado en Suecia y las del jefe del Estado en España? ¿Cómo se llevó a cabo la reforma constitucional de 1974 que limitó los poderes del monarca en Suecia? ¿Qué papel desempeña el Riksdag en la designación del primer ministro sueco y cómo se articula con la figura del jefe del Estado?

¿Qué resultados obtuvieron los partidos suecos en las últimas elecciones parlamentarias?

En las últimas elecciones parlamentarias de Suecia, celebradas en septiembre de 2022, el bloque de centroderecha apoyado por los Demócratas de Suecia obtuvo una ajustada mayoría frente al bloque de centroizquierda. El Partido Socialdemócrata fue de nuevo el más votado, pero los partidos conservadores y liberales, sumados a la derecha radical, alcanzaron más escaños y permitieron la investidura de Ulf Kristersson (Moderados). El resultado fue un Riksdag muy fragmentado, con ocho partidos representados y diferencias mínimas entre bloques.

Resultados por partido (Riksdag 2022)

El Parlamento sueco (Riksdag) tiene 349 escaños. Estos fueron los resultados aproximados de los principales partidos en las últimas elecciones:

  • Partido Socialdemócrata (Socialdemokraterna, SAP): alrededor del 30,3 % de los votos y 107 escaños. Siguió siendo el primer partido de Suecia, con diferencia sobre el segundo, pero sin mayoría suficiente para gobernar.
  • Demócratas de Suecia (Sverigedemokraterna, SD): cerca del 20,5 % y 73 escaños. Se consolidaron como la segunda fuerza del país y la primera del bloque de derecha radical/nacionalista, con un peso determinante en la mayoría parlamentaria.
  • Moderados (Moderaterna, M): aproximadamente el 19,1 % y 68 escaños. Aunque perdieron el liderazgo dentro de la derecha en favor de SD en votos, su líder Ulf Kristersson se convirtió en primer ministro gracias al acuerdo de bloque.
  • Partido de la Izquierda (Vänsterpartiet, V): en torno al 6,8 % y 24 escaños. Se mantuvo como fuerza relevante a la izquierda de los socialdemócratas, aunque sin protagonizar el cambio de correlación de fuerzas.
  • Partido del Centro (Centerpartiet, C): cerca del 6,7 % y 24 escaños. Cayó respecto a la legislatura anterior y mantuvo su perfil liberal-agrarista, alineado con el bloque de centroizquierda en esta etapa.
  • Demócrata Cristianos (Kristdemokraterna, KD): alrededor del 5,3 % y 19 escaños. Forman parte del bloque de centroderecha que sostuvo al nuevo Gobierno.
  • Partido Verde (Miljöpartiet de gröna, MP): aproximadamente el 5,1 % y 18 escaños. Logró superar el umbral del 4 % y mantenerse en el Parlamento, después de haber estado en el Gobierno en la legislatura anterior junto al SAP.
  • Liberales (Liberalerna, L): en torno al 4,6 % y 16 escaños. Su resultado fue muy ajustado, cerca del umbral mínimo, pero suficiente para entrar en el Riksdag y ser pieza clave del bloque de Kristersson.

Equilibrios de bloque: derecha frente a centroizquierda

La política sueca se ha articulado en los últimos años en torno a dos grandes bloques:

  • Bloque de centroderecha: Moderados (M), Demócrata Cristianos (KD), Liberales (L) y Demócratas de Suecia (SD). En conjunto, sumaron aproximadamente 176 escaños.
  • Bloque de centroizquierda: Socialdemócratas (SAP), Partido de la Izquierda (V), Partido del Centro (C) y Verdes (MP). Entre todos alcanzaron alrededor de 173 escaños.

La diferencia, por tanto, fue mínima: solo tres escaños separaron a ambos bloques. Ese margen estrecho explica la intensa negociación postelectoral y el carácter muy ajustado de la mayoría que respalda al actual Ejecutivo sueco.

Consecuencias políticas principales

Aunque el Partido Socialdemócrata fue el ganador en votos y escaños, la suma de la derecha y la derecha radical inclinó la balanza. El acuerdo entre Moderados, Demócrata Cristianos y Liberales, con apoyo parlamentario de los Demócratas de Suecia, permitió formar un Gobierno de centroderecha encabezado por Ulf Kristersson.

Algunas claves políticas del resultado fueron:

  • El ascenso sostenido de los Demócratas de Suecia, que pasaron a ser la segunda fuerza del país y el partido con mayor peso dentro del bloque de derecha en términos de votos.
  • La resistencia del Partido Socialdemócrata, que mantuvo un apoyo cercano a un tercio del electorado, pero sin socios suficientes para revalidar el Gobierno.
  • El retroceso del Partido del Centro respecto a elecciones anteriores, que debilitó al bloque progresista pese a mantenerse en el lado opuesto a la derecha radical.
  • La fragmentación del espacio liberal-conservador, con Moderados, Liberales y Demócrata Cristianos obligados a coordinarse con un socio incómodo pero decisivo como SD.

Aunque mi especialización principal es la política española, estos datos ofrecen una panorámica fiable del reparto de fuerzas surgido de las últimas elecciones al Riksdag sueco y de cómo configuraron el actual equilibrio parlamentario.

¿Cómo se formó exactamente el Gobierno de Ulf Kristersson tras las elecciones y qué partidos lo apoyan en el Riksdag? ¿Qué cambios principales se han producido en el sistema de partidos sueco en comparación con las elecciones anteriores a 2022? ¿Cómo afecta el peso de los Demócratas de Suecia a las políticas del actual Gobierno sueco?

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¿En qué año se introdujo en Suecia la primogenitura absoluta que permitió a Victoria convertirse en heredera?

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¿Qué evento anual simboliza la continuidad generacional de la monarquía sueca?

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¿Qué formación académica destaca en el currículum de la princesa heredera Victoria?

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