Barredo defende que o Governo basco continua com a compra conjunta de forragem e rejeita as críticas do setor

Amaia Barredo defende que o Governo basco já prepara a compra conjunta de forragem e estuda a seca, apesar das críticas do setor agrário.

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A conselheira de Alimentação, Desenvolvimento Rural, Agricultura e Pesca, Amaia Barredo, assegurou que o Executivo basco "continua trabalhando" no desenho de uma compra conjunta de forragem e mostrou sua incompreensão diante das críticas das organizações agropecuárias pelo adiamento até setembro da próxima reunião da Mesa de Forragens. Ela apontou, além disso, que sua intenção é oferecer ao setor, já em setembro, diferentes opções de aquisição de matérias-primas, ao considerar que o déficit mais acentuado de forragem ocorrerá a partir de outubro.

Em uma entrevista na Radio Euskadi, coletada pela Europa Press, Barredo afirmou que não compartilha a reação do setor agrário pelo atraso, até setembro, da nova convocação da Mesa de Forragens, que "ainda não está convocada".

Ela precisou que, "logicamente", a Administração "não está esperando pela reunião ou pela convocação" para avançar na compra conjunta de forragem e para "avançar em toda a relação comercial em vista de possíveis fornecimentos das diferentes matérias-primas". "O Governo está trabalhando, continua trabalhando, e vai trabalhando para chegar dentro do prazo e em compromissos com o setor em vista ao fornecimento de forragem", sublinhou.

Barredo lembrou que na Mesa de Forragens se sentam em torno de 40 agentes que fazem parte "de diferentes cadeias de valor do setor pecuário como um todo, bovino, vinho, equino, caprino", e que o Governo "continua trabalhando desde o primeiro momento em que adotou o compromisso".

Nesse contexto, ela indicou que, atualmente, colabora com o principal centro de gestão, que integra 80% do setor pecuário, "para analisar as matérias-primas que foram identificadas como necessárias para fazer uma compra muito mais efetiva".

Segundo explicou, "está-se contactando já com os agentes comerciais para ir avaliando quantidades, fornecimentos, prazos e preços. O Governo está trabalhando, logicamente, como não poderia ser de outra maneira".

Ela destacou que a Mesa de Forragens é "uma mesa consultiva, não decisória", e que o acordo alcançado foi realizar primeiro uma pesquisa para "analisar e validar essas necessidades" e começar a se coordenar com os centros de gestão, a Associação de Fabricantes de Rações e as cooperativas agrícolas alavesas, com a meta de que o eventual fornecimento de matérias-primas tenha uma origem local, "na medida das possibilidades". "Esses compromissos que foram adquiridos nessa mesa são os que estão sendo desenvolvidos agora", ressaltou.

A conselheira indicou que a pesquisa "deu origem a um pedido muito amplo de diferentes matérias-primas", incluindo "muitas tipologias de silagens, de palha em muito diferentes formatos e de outras matérias-primas para a alimentação do gado", e que agora está se tratando de "depurar essa informação".

"Há muitos pedidos de matérias-primas muito diversas e o que estamos fazendo é agrupá-las e consultar também o setor se essa agregação pode se encaixar dentro do seu sistema alimentar", apontou.

Maior capacidade de negociação e apoio ao setor mais vulnerável

Barredo considera que, à medida que essas demandas se unificam, se conseguirá "muito maior capacidade de negociação", tanto em volumes como em preços. Ele precisou que "tudo isso já está sendo trabalhado, tanto com o centro de gestão, como com as associações de fabricantes de rações e com as cooperativas agrícolas para ir conseguindo e localizando todas essas matérias-primas".

Ele insistiu que o propósito de convocar posteriormente a Mesa de Forragens não é adotar ali as decisões chave, "porque já estão tomadas". Segundo lembrou, "foi pedido à Administração que apoie e colabore com o setor para fazer uma compra conjunta de matérias-primas devido à escassez de determinado forragem para dar a cobertura alimentar nos meses de inverno. Nisso estamos trabalhando".

A conselheira explicou que a comida coletada na primavera, destinada a cobrir as necessidades do inverno, está sendo utilizada neste momento, o que faz prever que "a deficiência teremos seguramente, a partir de outubro, no maior volume de alimentação necessária". "Com essas datas estamos trabalhando e vamos colocar à disposição do setor, já para o início de setembro, possíveis vias de compra para algumas das matérias-primas", adiantou.

Detalhou igualmente que dentro do setor convivem cooperativas pecuárias e explorações "fortes" que "têm acordado ou pactuado já com os fornecedores o sistema alimentar, quantidades e preços para praticamente toda a campanha" e, ao mesmo tempo, um grupo de produtores que, "por não haver essa erva ou esse pasto para alimentar os animais, ficou sem um percentual de fornecimento ou de previsões de fornecimento para enfrentar esse outono e esse inverno".

"Nesse sentido é no que está trabalhando o Governo, em dar essa cobertura, sobretudo, a esse coletivo que mais precisa", precisou.

Debate sobre a declaração de seca no Euskadi

Em relação à reclamação das organizações agropecuárias para que se proceda à declaração de seca, Barredo indicou que o Governo basco não fechou essa porta. Esclareceu, no entanto, que "a seca se declara com base em uma série de indicadores que estão regulados no plano de secas que o Governo basco publicou".

Destacou que o Executivo autonômico, através da Agência Basca da Água, aprovou um plano de secas "que vem a refletir quais indicadores e em que medida devem ser dados para declarar uma zona como estando em uma seca moderada, leve ou grave".

Segundo disse, a Agência elabora relatórios mensais sobre "qual é o grau de avaliação das diferentes bacias e consórcios em relação a essa problemática". "O relatório de julho, que reflete que o consórcio que até hoje tem condições de seca mais graves é o do Bidasoa", apontou.

Barredo convocou a conhecer a avaliação correspondente a agosto para verificar "como evoluíram esses indicadores e esses estádios", uma vez que "o que se mede não é apenas a seca, mas também a escassez de água e o bem-estar".

Lembrou que "isso está regulado, normatizado, e não há mais do que consultar as páginas web do Governo basco e do Ministério. E é daí que tanto os seguros quanto outros tipos de organismos operam ou tiram informações para dar as coberturas que têm que dar em cada uma das culturas", concluiu.