Coordenadora de Organizações de Agricultores e Pecuaristas (COAG) Astúrias solicitou "diálogo e garantias", junto com um procedimento claro e acessível, para consensuar uma solução técnica para a gestão dos resíduos pecuários e queijeiros em Cabrales. O objetivo é assegurar a continuidade do setor no município, sublinhando que "os pecuaristas e as queijarias precisam de soluções para poder continuar desenvolvendo sua atividade, e os vizinhos têm todo o direito de exigir garantias para seu entorno".
A organização agrária expressou de forma explícita seu apoio à inquietação manifestada pelo Conselho Regulador da DOP Cabrales após a reunião realizada em 14 de agosto, na qual o organismo advertiu sobre as dificuldades que este assunto representa para a sobrevivência da atividade. Neste contexto, COAG reiterou que "a posição da 'DOP Cabrales', que representa um setor de enorme importância econômica e cultural para o município e para Astúrias, deve fazer parte de qualquer debate sobre o futuro desta atividade".
Ao mesmo tempo, o coletivo agrário demonstrou seu respeito pelas preocupações surgidas entre os vizinhos em relação ao projeto proposto na área, insistindo que a proteção da produção tradicional de queijo deve andar de mãos dadas com o bem-estar da população local. Nessa linha, lembrou que "a defesa da pecuária e do queijo Cabrales não pode ser proposta em contraposição à defesa da qualidade de vida de quem vive em Cabrales".
Frente a este cenário, a organização sublinhou a necessidade urgente de que as administrações públicas atendam à cidadania e introduzam as modificações necessárias no projeto a fim de resolver o conflito social e avançar com rigor. Ressaltou, além disso, que a origem da controvérsia reside em "a necessidade de gerir adequadamente os resíduos gerados pelas explorações pecuárias e pelas queijarias".
Em consequência, COAG Astúrias reiterou sua aposta por uma saída acordada que evite choques diretos entre produtores e residentes, e lançou um último apelo ao entendimento coletivo por meio de "um acordo baseado no diálogo, na transparência e no conhecimento técnico, evitando posições fechadas de antemão e, acima de tudo, evitando confrontar o setor primário com a população".