O Instituto de Medicina Legal (IML) de Ceuta contabilizou até agora os corpos de 82 pessoas falecidas no mar enquanto tentavam cruzar a fronteira para a Espanha, das quais apenas quatro puderam ser identificadas.
Segundo detalhou o Centro Integrado de Dados (CID) em uma nota informativa, nesta quinta-feira foi realizado o levantamento de outros dois cadáveres localizados no mar, cujas autópsias estão previstas para esta sexta-feira.
O organismo também destacou que, do total de 82 vítimas, o levantamento de um dos corpos foi realizado no dia 29 de julho e o de outro no dia 30 pela manhã, justo antes da entrada maciça de imigrantes em Ceuta.
IDENTIFICAÇÕES MEDIANTE AMOSTRAS BIOLÓGICAS E IMPRESSÕES DIGITAIS
Os médicos legistas, junto com o serviço de Criminalística da Guarda Civil, obtiveram amostras biológicas e impressões digitais de todos os cadáveres recuperados do mar.
Após a prática da autópsia, o serviço de Criminalística da Guarda Civil remete as impressões digitais digitalizadas para tentar sua identificação. Paralelamente, são coletadas amostras biológicas com o fim de confrontá-las com as de familiares e contar assim com outra via para determinar a identidade das pessoas falecidas.
Até a data, foi possível identificar duas pessoas mediante suas impressões digitais, por constarem previamente em registros na Espanha. Além disso, foi confirmada a identidade de outros dois corpos através de estudos biológicos.
Ao mesmo tempo, o Serviço de Criminalística da Guarda Civil mantém pendentes de identificação por métodos biológicos -- confronto direto entre DNA de familiares -- outros quatro falecidos.
Em qualquer caso, o IML sublinha que o Juizado deve ratificar a identidade dessas pessoas e que, para poder avançar na identificação do restante, será necessário remeter os dados digitais para Marrocos para seu eventual reconhecimento.
O GOVERNO ABRE UM ESCRITÓRIO DE DESAPARECIDOS
Nesta quinta-feira, o delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, anunciou a criação de um escritório de desaparecidos. Por enquanto, ele precisou, foram registradas 32 denúncias com base.
Além disso, explicou que já manejam 29 processos nos quais existe a possibilidade de vincular um cadáver com o familiar que forneceu DNA, faltando apenas a coleta da amostra biológica correspondente.