Lei do Cinema: a batalha pelas ajudas, a bilheteira e os quatro meses sem 'streaming'

O projeto segue no Congresso com propostas contrapostas do PP, ERC e outros grupos sobre financiamento e exploração dos filmes.

1 minuto

Una sala de cine. EUROPA PRESS
Adicione DEMOCRAT no Google

Publicado

Última atualização

1 minuto

A nova Lei do Cinema enfrenta no Congresso uma fase decisiva na qual podem mudar algumas das regras que determinam como se financiam os filmes espanhóis, quanto espaço ocupam as produções europeias nas salas e quanto tempo deve passar entre uma estreia cinematográfica e sua chegada às plataformas. O projeto ainda está em tramitação e as emendas apresentadas pelos grupos abriram várias negociações com posições muito distantes.

Uma das mudanças com maior carga política procede do PP, que propõe que a arrecadação obtida pelos filmes em anos anteriores possa ser levada em conta ao conceder determinadas ajudas públicas. A proposta não estabelece que um filme deva alcançar uma quantidade concreta de bilheteira para receber financiamento nem converte automaticamente o sucesso comercial em requisito, mas introduz um critério diferente na distribuição de fundos públicos. A emenda popular figura na documentação registrada no Congresso.

O debate afeta também a relação entre as salas e as plataformas. O projeto estabelece uma referência de 60 dias para que uma obra possa ser considerada cinematográfica, enquanto ERC propõe elevar esse período até quatro meses. A diferença pode ter consequências diretas sobre o calendário de exploração dos filmes e sobre o momento em que os espectadores podem encontrá-los em serviços de vídeo sob demanda.

Negociação parlamentar

A negociação parlamentar terá que resolver essas diferenças antes que a Lei do Cinema possa completar seu percurso. O Congresso rejeitou em junho as emendas à totalidade do PP e Vox e o texto continua agora na fase de trabalho sobre as emendas ao articulado, antes da votação final no Plenário e seu posterior passo pelo Senado.

O resultado determinará finalmente quanto pesa a bilheteira no acesso às ajudas, que quota deverão reservar as salas e que margem terão as plataformas para incorporar as estreias aos seus catálogos. Nenhuma dessas propostas está ainda convertida em norma definitiva.