Como mudar uma hipoteca de banco e quando compensa fazê-lo

A subrogação permite transferir o empréstimo para outra entidade para melhorar a taxa ou o prazo, mas a economia deve superar as comissões e custos da operação.

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Mudar uma hipoteca para outro banco pode reduzir a taxa de juros ou a parcela, mas nem sempre compensa. Antes de assinar uma sub-rogação, é necessário comparar a economia total esperada com as comissões e despesas da operação e verificar se uma redução da parcela não decorre simplesmente de alongar a dívida por mais anos.

A via projetada especificamente para transferir uma hipoteca é a sub-rogação de credor.

O empréstimo não desaparece. Continua existindo, mas muda o banco que tem o direito de cobrá-lo.

Como funciona

A nova entidade apresenta uma oferta vinculativa com as condições propostas.

Depois, solicita ao banco atual o certificado de dívida pendente. A entidade de origem dispõe de sete dias corridos para entregá-lo e de quinze dias para apresentar ao cliente uma possível modificação das condições.

Se finalmente não se assina uma novação com o banco antigo, pode-se formalizar a sub-rogação perante notário.

Com ela, podem ser alterados principalmente a taxa de juros, o prazo ou ambos.

Novação ou sub-rogação

A novação consiste em renegociar com o próprio banco.

Costuma ser mais simples e normalmente envolve menos despesas, mas depende de a entidade atual aceitar as novas condições.

A sub-rogação adiciona concorrência: permite levar a hipoteca para uma entidade que oferece melhores condições.

Quais comissões podem haver

Nas hipotecas assinadas desde 16 de junho de 2019, os limites dependem do tipo de empréstimo e do momento em que a operação ocorre.

Em hipotecas variáveis, a compensação por amortização antecipada pode ficar limitada a 0,25% durante os três primeiros anos ou a 0,15% durante os cinco primeiros, conforme a opção prevista no contrato. Depois pode ficar em zero.

Quando uma sub-rogação ou novação transforma uma hipoteca variável em fixa ou em um tipo com um primeiro período fixo de pelo menos três anos, a legislação vigente limita a compensação a 0,05% durante os três primeiros anos e a zero posteriormente.

Quando realmente compensa

Não existe uma "economia mínima" universal.

A conta correta é comparar tudo o que custará a mudança com a economia de juros e outros custos durante o tempo que o cliente prevê manter a hipoteca.

Se a economia acumulada levar muitos anos para superar as despesas de sub-rogação e se prevê vender a casa antes, pode não compensar.

Também há que evitar comparar apenas parcelas mensais. Uma parcela inferior conseguida ampliando muito o prazo pode acabar aumentando os juros totais pagos.