A menopausa provoca sintomas geniturinários em até 75% das mulheres

Especialistas recordam que as alterações hormonais também podem afetar a saúde vulvar, vaginal e urinária, causando secura, coceira, irritação ou dor durante as relações sexuais.¹ A campanha Te Toca(s), impulsionada pela Shionogi, promove o conhecimento da anatomia vulvar e a autoexploração como parte do autocuidado feminino

4 minutos

Adicione DEMOCRAT no Google

Publicado

4 minutos

Especialistas lembram que as mudanças hormonais também podem afetar a saúde vulvar, vaginal e urinária, provocando secura, coceira, irritação ou dor durante as relações sexuais.¹ A campanha Te Toca(s), impulsionada pela Shionogi, promove o conhecimento da anatomia vulvar e da autoexploração como parte do autocuidado feminino

Embora os afrontamentos e os suores noturnos sejam duas das manifestações mais conhecidas da menopausa, esta etapa também pode provocar mudanças na saúde vulvar, vaginal e urinária. Entre elas está a Síndrome Genitourinária da Menopausa (SGM), que afeta aproximadamente 50-75 % das mulheres e pode provocar secura, coceira, dor durante as relações sexuais ou desconfortos urinários.¹

Os especialistas lembram a importância de conhecer as mudanças que o corpo pode experimentar nesta etapa e consultar um profissional de saúde quando elas geram mal-estar ou afetam a qualidade de vida. Nesse contexto, iniciativas como Te Toca(s), impulsionada pela Shionogi, buscam incentivar o conhecimento da anatomia vulvar e normalizar a autoexploração como parte do autocuidado feminino.

Mais de 80 % das mulheres experimenta algum sintoma durante a transição da menopausa, embora sua frequência, intensidade e duração possam ser muito diferentes de uma mulher para outra.¹ Além dos afrontamentos e dos suores noturnos, a menopausa pode vir acompanhada de numerosos sintomas físicos, psicológicos, sexuais e genitourinários. Entre eles estão alterações do sono, cansaço e fadiga, irritabilidade, mudanças no estado de ânimo, dificuldade de concentração, enxaquecas ou cefaleias, perda de interesse pelo sexo, desconfortos vaginais ou determinados problemas urinários.¹

A menopausa também afeta a saúde vulvar e urinária
Entre as mudanças menos conhecidas associadas a esta etapa está a Síndrome Genitourinária da Menopausa (SGM), termo que engloba um conjunto de sinais e sintomas derivados fundamentalmente da diminuição de estrogênios e que pode afetar a vulva, a vagina e o aparelho urinário.¹

Estima-se que a SGM afete aproximadamente 50-75 % das mulheres.¹ A queda hormonal pode provocar mudanças nos tecidos vulvares e vaginais, como afinamento dos tecidos, menor elasticidade e lubrificação ou mudanças na anatomia vulvar e vaginal.¹˒²

Suas manifestações podem ser tanto genitais como urinárias. Entre as primeiras estão a secura vaginal, sensação de ardor, coceira, irritação, menor lubrificação, desconforto ou dor durante as relações sexuais e mudanças no desejo ou na resposta sexual.¹˒²

No âmbito urinário podem aparecer sintomas como maior frequência e urgência urinária, desconforto ao urinar ou infecções urinárias recorrentes.¹

Um impacto que vai além dos sintomas físicos
Essas mudanças afetam não apenas o bem-estar físico. O SGM pode ter consequências sobre a função sexual, a percepção da própria imagem corporal, a autoestima e a qualidade de vida das mulheres.³

De fato, um estudo realizado em mulheres pós-menopáusicas espanholas observou que os sintomas vaginais associados ao SGM tinham um maior impacto em âmbitos como a função sexual, a percepção de si mesma e a imagem corporal.³

Por isso, os especialistas ressaltam a importância de não normalizar o desconforto como uma consequência inevitável do envelhecimento e consultar um profissional de saúde diante de sintomas persistentes ou que interfiram no dia a dia.

Reconhecer as mudanças para poder consultar
A secura, a coceira, o desconforto urinário ou a dor durante as relações sexuais podem não ser identificados inicialmente como sintomas relacionados à menopausa. Conhecer como o corpo muda durante essa fase pode ajudar a reconhecê-los e facilitar sua abordagem na consulta.

Nesse contexto, a campanha Te Toca(s) propõe incorporar a autoexploração vulvar como uma prática de conhecimento e autocuidado corporal.

A autoexploração não tem finalidade diagnóstica e não substitui, em nenhum caso, a avaliação de um profissional de saúde. Seu objetivo é ajudar as mulheres a se familiarizarem com sua própria anatomia, reconhecerem sua normalidade e prestarem atenção a possíveis mudanças.

Dessa forma, pode contribuir para conhecer melhor a própria vulva, detectar mudanças em relação à situação habitual, identificar desconfortos ou sintomas e, especialmente, dar o passo de consultar um profissional de saúde quando algo preocupa, muda ou persiste.

Os especialistas lembram também que não é necessário suportar sintomas que afetam o bem-estar ou a qualidade de vida. Existem diferentes alternativas para sua abordagem e a escolha deve ser feita de forma individualizada junto com um profissional de saúde.¹

Referências

1. Carlson K, Vadakekut ES. Menopausa. 23 de março de 2026. Em: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 En–. 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK507826/

2. Bornstein J, Goldstein AT, Stockdale CK, Bergeron S, Pukall C, Zolnoun D, Coady D; ISSVD Terminology and Classification Committee of Vulvar Pain, the International Society for the Study of Vulvovaginal Disease (ISSVD), the International Society for the Study of Women's Sexual Health (ISSWSH), and the International Pelvic Pain Society (IPPS). 2015 ISSVD, ISSWSH and IPPS Consensus Terminology and Classification of Persistent Vulvar Pain and Vulvodynia. Journal of Lower Genital Tract Disease. Abril de 2016;20(2):126-130.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27002677/

3. Moral E, Delgado JL, Carmona F, Caballero B, Guillán C, González PM, Suárez-Almarza J, Velasco-Ortega S, Nieto Magro C; grupo de redação do estudo GENISSE. O impacto da síndrome geniturinária da menopausa no bem-estar, no funcionamento e na qualidade de vida em mulheres pós-menopáusicas. Menopausa. Dezembro de 2018; 25(12):1418-1423.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29944636/