A plantilla da Airbus derrubou em referendo o pré-acordo alcançado entre a direção e os sindicatos CCOO, Sipa e ATP, que contemplava uma melhoria salarial acumulada de 12% até 2027 e a manutenção dos atuais dois dias de teletrabalho por semana.
Desde a Sipa, informaram à Europa Press que, ao considerar que perderam a confiança dos trabalhadores, não ratificam o pacto e optam por retirar a convocatória de greve. "Damos assim o espaço necessário ao resto das organizações que não assinaram o pré-acordo (CGT, UGT e UTIL) para proceder à apresentação de um novo boletim de greve se assim o considerarem", assinalou o sindicato em uma nota.
O sindicato precisou igualmente que na segunda-feira, 23 de julho, retornarão aos seus postos de trabalho "com toda normalidade". Neste cenário, ressaltam que CGT, UGT e ÚTIL "terão agora que continuar com a iniciativa".
A Airbus havia definido o pré-acordo como uma ocasião "única" para introduzir "uma mudança profunda" na relação laboral e para fixar "um ponto de inflexão" no conflito, sublinhando que "não é o ponto final", mas o início de uma nova etapa que a companhia considera "necessária".
Em seu comunicado, a Sipa expressou seu reconhecimento a "todos" os que os apoiaram "neste processo" e "a toda a plantilla por se expressar livremente em referendo". "Esses dias foram muito duros", continua o texto, "continuamos pensando que era um bom acordo e com o tempo será entendido".
O sindicato acrescenta que a organização "deixou sua reputação" pelo "caminho" e "24 dias de salário assim como todas aquelas pessoas que apoiaram a greve de verdade".