O grupo farmacêutico americano Eli Lilly assinou um acordo para a compra da Merida Biosciences por um valor máximo de 2,875 bilhões de dólares (2,482 bilhões de euros), uma operação em dinheiro que combina um pagamento inicial com pagamentos adicionais ligados ao cumprimento de determinados marcos.
A aquisição, ainda condicionada ao cumprimento das habituais cláusulas de fechamento, está prevista para ser concluída no quarto trimestre de 2026 e permitirá à Lilly reforçar seu portfólio de tratamentos direcionados a doenças autoimunes e alergias graves.
Segundo explicou a companhia, a Merida trabalha no desenvolvimento de terapias biológicas voltadas para degradar de forma seletiva os autoanticorpos patogênicos, responsáveis por múltiplos distúrbios imunomediados. Com essa abordagem de degradação de precisão, a biotecnológica pretende atacar a origem biológica dessas patologias, em vez de recorrer à supressão generalizada do sistema imunológico que oferecem muitas das terapias disponíveis atualmente.
"O programa principal da Mérida é projetado precisamente para isso: eliminar de forma seletiva e direta os autoanticorpos que causam a doença de Graves e a oftalmopatia tireoidiana, preservando ao mesmo tempo a função imunológica normal", comentou Francisco Ramírez-Valle, vice-presidente sênior de pesquisa imunológica e desenvolvimento clínico precoce da Lilly.
"Vemos potencial para aplicar essa abordagem de precisão a uma ampla gama de doenças mediadas por anticorpos, e esperamos impulsionar essa nova tecnologia em colaboração com a equipe da Mérida", acrescentou.