Fineco impulsiona um conselho assessor independente para seu serviço de family office

Fineco cria um conselho consultivo independente para seu family office, com famílias empresariais e especialistas que reforçam governança, tecnologia e gestão patrimonial.

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Fineco, a divisão de banca privada do Kutxabank, lançou o conselho consultivo do seu serviço de 'family office'. Este novo órgão incorpora integrantes de famílias empresariais e responsáveis por escritórios familiares em atividade, de modo que "são as próprias famílias, que conhecem de perto os desafios que enfrenta um grande patrimônio, quem contribuirá de forma permanente para sua evolução".

Segundo explicou a Fineco, a presidência do conselho recai sobre o responsável por investimentos do 'family office' de uma "destacada família empresária" e autor de diversas publicações internacionais centradas no design e na governança de escritórios de investimento familiar.

Junto a este perfil se integram outros profissionais cujas trajetórias oferecem visões complementares sobre alguns dos desafios mais significativos que enfrentam as famílias empresariais na gestão e organização de seu patrimônio.

Tal como destacou a entidade, o conselho consultivo agrupa perfis com experiências "especialmente valiosas em âmbitos como a governança familiar, a continuidade geracional, a profissionalização patrimonial e a gestão de grandes patrimônios".

Entre as capacidades representadas figuram a experiência direta em operações de liquidez empresarial e na posterior criação de estruturas de 'family office'; um conhecimento especializado em governança familiar e coordenação patrimonial; a ótica de uma terceira geração de família empresária com ampla experiência na incorporação de novas gerações e na continuidade do projeto familiar; assim como a visão de uma quarta geração com um "profundo conhecimento" do tecido industrial e empresarial.

Para a Fineco, a "riqueza do conselho reside precisamente nessa complementaridade: seus membros aportam experiências distintas, mas profundamente conectadas entre si, que permitem abordar sob múltiplas perspectivas alguns dos desafios mais relevantes para as famílias empresariais e seus patrimônios".

A entidade sublinha que a variedade de trajetórias presentes responde a um objetivo compartilhado: oferecer uma aproximação prática à gestão do patrimônio familiar "a partir da experiência direta, não da teoria".

O Conselho celebrará reuniões periódicas com o fim de revisar a evolução do serviço e antecipar-se às necessidades das famílias em âmbitos como o investimento, a governança e a sucessão geracional.

A criação deste órgão se insere na fase de consolidação e reforço do serviço. Desde meados de 2025, o volume de patrimônio associado ao 'family office' duplicou, impulsionado pela incorporação de novos profissionais, a chegada de novos grupos familiares e institucionais e a extensão gradual do serviço entre clientes que já trabalhavam com a Fineco.

Paralelamente, a entidade fez uma forte aposta tecnológica voltada para a consolidação patrimonial, apoiando-se em uma infraestrutura que amplia as capacidades de acompanhamento, análise e relatório, e que permite uma visão mais detalhada e estruturada dos ativos líquidos, investimentos alternativos e outros componentes do patrimônio de cada família, com funções avançadas de supervisão e controle.

"A criação deste Conselho é uma consequência natural da nossa evolução. Quanto mais crescemos, maior é a responsabilidade de continuar melhorando, e a melhor forma de evitar a autocomplacência é nos cercar de talento, experiência e independência de critério", indicou o conselheiro delegado da Fineco, Daniel Irezábal.