O Governo bonificará em 75% os pagamentos à Segurança Social dos empresários de Ceuta e Melilla

A medida busca reativar a economia local após a crise migratória e o pacote de 165 milhões de euros

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Um mês depois da entrada massiva de migrantes em Ceuta, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, reapareceu publicamente em uma entrevista na Cadena SER na qual não se desviou do roteiro previsto: assegurou que os relatórios do CNI não previram a magnitude da “avalanche”, que Marrocos não teve nada a ver e anunciou uma bonificação de 75% nas contribuições à Segurança Social dos empresários de Ceuta e Melilla.

Além disso, se vangloriou do apoio que seu Governo deu a Ceuta durante toda a legislatura: o líder socialista indicou que o seu é o Executivo “que mais fez por Ceuta e Melilla na história” e que ele é o presidente que mais visitou a zona e que mais recursos destinou. Em concreto, enfatizou, quando acabar a legislatura, terão investido 180 milhões de euros desde 2018 na segurança e no perímetro da fronteira de Ceuta.

165 milhões de euros

Somente um dia antes da entrevista, El País adiantou que o Conselho de Ministros desta próxima terça-feira aprovará um pacote de 165 milhões de euros destinado a recuperar a atividade econômica e reforçar os serviços públicos.

A medida desenvolveria a ampliação extraordinária do Plano Integral de Desenvolvimento Socioeconômico que Carlos Cuerpo anunciou durante sua visita à cidade. Moncloa havia confirmado essa ampliação, mas ainda não havia comunicado publicamente um valor de 165 milhões. 

O plano adiantado contempla mais de 80 milhões de impacto imediato durante os próximos quatro meses. Outros 70 milhões estariam previstos para 2027. Entre as partidas sinalizadas figuram 35 milhões para pmes e autônomos, 15 milhões para comércio e turismo e outros 15 milhões vinculados à educação, saúde e justiça.

O montante chega depois que a Câmara de Comércio calculou que Ceuta poderia fechar agosto com perdas superiores a 27 milhões de euros. Empresários da cidade denunciaram cancelamentos hoteleiros, queda do consumo e uma temporada turística praticamente perdida.

Antes, o Governo autorizou 25 milhões para a atenção de menores migrantes e o Ministério da Inclusão elevou até 44,51 milhões o volume máximo de sua resposta humanitária.