Junts tacham de intervencionista o decreto de habitação e avisam que não o respaldarão sem mudanças

Junts rejeita o decreto de habitação de Sumar por intervencionista e avisa que não o apoiará se não forem incorporadas suas exigências no Congresso.

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Junts per Catalunya advertiu esta quarta-feira que não respaldará, nos termos atuais, o decreto-lei impulsionado por Sumar para estender os contratos de aluguel até 2028, ao considerar que se trata de uma iniciativa "intervencionista" que "não respeita as competências da Catalunha em matéria de habitação".

A formação independentista sustenta que a crise de acesso à habitação é "insustentável" e que na cidade de Barcelona os aluguéis voltaram a subir durante o primeiro trimestre do ano, assim como o preço médio dos novos contratos assinados.

Apesar disso, Junts avisou ao Governo de coalizão que não apoiará no Congresso dos Deputados o decreto "se forem mantidas as medidas que perpetuam as ocupações e não protegem nem os inquilinos nem os pequenos proprietários" ou se o Executivo não incorporar as exigências apresentadas pelo partido.

Segundo assinalou a formação em um comunicado, "as políticas intervencionistas do Governo espanhol não só não conseguiram resolver o problema, mas o agravaram e o transferiram para municípios onde o problema não era tão grave".

Desde Junts apostam em colocar em marcha "iniciativas concretas e equilibradas", entre elas a desgraça fiscal dos aluguéis para os inquilinos e de parte da quota hipotecária para os pequenos detentores, a recuperação das contas de poupança destinadas à compra de habitação, assim como incentivar a construção de novas promoções e mobilizar ao mercado as habitações já existentes.

Além disso, reclamam um aumento substancial do investimento público em habitação, o desbloqueio da lei contra a ocupação registrada por Junts há dois anos e que seja o Estado quem assuma o custo das políticas sociais de habitação dirigidas a pessoas vulneráveis, em vez de recair sobre os pequenos proprietários.

O rascunho do decreto-lei já foi remetido aos grupos parlamentares e a previsão do Executivo é aprová-lo na próxima reunião do Conselho de Ministros.

Críticas do Podemos ao decreto de Sumar

Podemos também se posicionou contra o decreto-lei promovido por Sumar, ao entender que a reforma da Lei do Solo supõe uma "linha vermelha" ao alterar o sistema de recursos frente aos instrumentos de planejamento urbanístico e o regime de cancelamento registral dos direitos de reversão sobre terrenos expropriados.

O partido 'roxo' considera que essas mudanças permitiriam legalizar com caráter retroativo projetos urbanísticos ilegais e reduzir os controles sobre os desenvolvimentos futuros. A seu ver, também restringiriam a capacidade da sociedade civil de denunciar possíveis irregularidades urbanísticas.

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