O Ibex 35 aguenta os 19.200 pontos (-0,45%) apesar do castigo tecnológico e com o petróleo a 87 dólares

O Ibex 35 mantém os 19.200 pontos em uma sessão marcada pela tensão no Oriente Próximo, o aumento do petróleo e o castigo às tecnológicas.

3 minutos

fotonoticia 20260717180042 1920

fotonoticia 20260717180042 1920

Adicione DEMOCRAT no Google

Pergunte à FREN

Publicado

3 minutos

Mais lido

O Ibex 35 moderou nesta sexta-feira suas quedas até 0,45%, o que permitiu ao principal índice espanhol conservar o limiar de 19.200 pontos. Ao fechamento, o seletivo se situou em 19.216,9 pontos, em uma sessão condicionada pelo encarecimento do petróleo até 87 dólares o barril e pelas fortes correções do setor tecnológico.

O contexto geopolítico voltou a centrar a atenção dos investidores. O Exército dos Estados Unidos lançou na noite desta quinta-feira novos bombardeios contra o Irã, encadeando assim o sexto dia consecutivo de ataques sobre o país asiático. O Comando Central americano (Centcom) detalhou que suas forças iniciaram às 21h00 (hora peninsular espanhola) uma "nova onda de ataques" sobre território iraniano com o objetivo de "debilitar ainda mais as capacidades militares" de Teerã, sem fornecer por enquanto mais informações.

Como resultado desses ataques, pelo menos oito pessoas morreram e outras 19 ficaram feridas na República Islâmica. O bombardeio mais mortal foi registrado no condado de Jamir, na província de Fars, próxima à costa do golfo Pérsico, onde pelo menos seis pontes da região foram atingidas.

Segundo o último balanço da Universidade de Ciências Médicas de Hormozgan, coletado pela agência de notícias Fars, nesse ataque morreram pelo menos sete pessoas e outras nove ficaram feridas.

Como resposta, a Guarda Revolucionária do Irã reivindicou nesta sexta-feira um ataque contra duas instalações de radares dos Estados Unidos em Omã e outro contra uma destacada base militar americana no Catar. Neste último caso, as autoridades iranianas afirmam que foram destruídos "vários aviões estratégicos de reabastecimento", embora nem o Catar nem Washington tenham confirmado por enquanto a extensão dos danos.

Em relação a essas tensões, o diretor de análise da LBP AM, Sebastian Paris Horvitz, apontou que "a situação no estreito de Ormuz piorou" e alertou que um eventual fechamento desse passo estratégico "coloca em perigo a recuperação da atividade econômica".

Neste cenário, o barril de Brent, referência na Europa, era negociado ao fechamento das praças do Velho Continente a 86,71 dólares, após avançar 2,88%. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos (EUA), era trocado em torno de 81,42 'notas verdes', com uma alta de 3,1%.

As Bolsas internacionais caem, com Londres como exceção

As praças asiáticas acusaram com força o castigo às tecnológicas. Os índices de Tóquio e Seul concluíram a sessão desta sexta-feira com quedas de 4,03% e 6,37%, respectivamente, arrastados pelas fortes vendas nos valores de chips, após as quedas das 'chiperas' americanas na véspera diante da incerteza pela iminente apresentação de resultados do segundo trimestre.

Isso ocorre apesar das contas favoráveis publicadas recentemente pela TSMC e Samsung. Os analistas da Renta 4 consideram que o mercado "questiona a sustentabilidade das valorizações", em um contexto em que a China está apresentando modelos de inteligência artificial "que se aproximam dos americanos" e onde a volatilidade é amplificada pelos fundos cotados (ETFs) alavancados. Em países como a Coreia do Sul, as autoridades já estudam possíveis medidas regulatórias para conter essas oscilações.

No âmbito 'macro', foi publicado que a taxa de inflação interanual da zona do euro situou-se em junho em 2,8%, o que implica uma moderação de quatro décimos em relação a maio e representa o menor aumento do custo de vida na região desde março.

Dentro do Ibex 35, os valores com melhor desempenho foram Endesa (+1,85%), Colonial (+1,73%), Enagas (+1,57%), Repsol (+1,37%) e Redeia (+1,37%). No lado oposto, Solaria liderou as quedas (-2,66%), seguida pelo BBVA (-2,35%), Amadeus (-1,65%), Acciona (-1,29%) e IAG (-1,25%).

Na Europa, apenas o FTSE 100 londrino conseguiu escapar das perdas, com um avanço de 0,27%. O resto dos grandes índices do continente fechou em negativo, pressionado pelas empresas ligadas aos semicondutores. O Dax alemão caiu 0,34%; o Cac 40 francês, 0,47%; e o FTSE MIB italiano, 0,94%.

Moedas, dívida e ativos refugio

No mercado de renda fixa, o rendimento do título espanhol a 10 anos situou-se em 3,585%, colocando o prêmio de risco —diferencial em relação ao 'bund' alemão a igual prazo— em 46,45 pontos básicos.

No mercado de moedas, o euro mantinha-se praticamente sem mudanças em relação ao dólar (-0,01%), até trocar em torno de 1,144 'notas verdes' ao fechamento das Bolsas europeias.

No que diz respeito aos ativos considerados 'refúgio' em episódios de elevada incerteza, a onça de ouro mantinha-se estável em torno do nível psicológico de 4.000 dólares, enquanto o bitcoin recuava 2,2% ao fechamento das bolsas, até os 63.200 'notas verdes'.

Bonjour, je m'appelle Fren. Comment puis-je vous aider ?