Ampliação | Netanyahu anuncia a detenção do responsável pela segurança interna do Hamás em uma operação em Gaza

Netanyahu confirma a detenção do chefe de segurança interna do Hamás em Gaza em uma operação conjunta do Exército e do Shin Bet.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta terça-feira que o Exército e o serviço de Inteligência interna de Israel, o Shin Bet, detiveram em uma operação conjunta Muein al Arabid, máximo responsável pelo aparato de segurança interna do Movimento de Resistência Islâmica (Hamás), nas proximidades de sua residência na Faixa de Gaza.

"É um dos líderes mais destacados do Hamás e foi responsável por ocultar e transferir nossos reféns, esconder altos comandantes do Hamás, aumentar sua força e tentar restabelecer as capacidades da organização terrorista", indicou o primeiro-ministro em um comunicado divulgado nas redes sociais.

Netanyahu afirmou que em datas recentes Al Arabid teria impulsionado diversas ações para recompor o domínio do Hamás em Gaza, assim como uma campanha de desinformação sobre a "desmilitarização" do enclave e sobre planos "terroristas" contra as forças israelenses destacadas na área.

"Minha diretriz é clara: o Estado de Israel continuará perseguindo todos os líderes do Hamás e todos os que participaram da massacre de 7 de outubro", destacou Netanyahu, que parabenizou o Exército e o Shin Bet pela operação.

Por sua vez, o Exército precisou que unidades especiais do Shin Bet "invadiram um edifício em uma área urbana de Gaza", no norte do enclave palestino, para proceder à prisão de Al Arabid, a quem responsabilizam por "promover planos" terroristas contra as forças destacadas na denominada 'linha amarela', para a qual se replegaram após o acordo de cessar-fogo alcançado em outubro.

"Durante a operação, a Força Aérea realizou ataques seletivos contra vários alvos militares na área para eliminar ameaças às nossas forças; não houve baixas entre as tropas", afirmou, antes de acrescentar que Al Arabid foi "transferido" para o território israelense, onde uma investigação foi aberta contra ele.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) sublinharam ainda, como em comunicados anteriores, que esse tipo de incursões busca "eliminar ameaças" contra seus militares, enfraquecer o controle do Hamás na Faixa e frustrar planos "terroristas" contra seus soldados e contra a população civil em Israel.

O Ministério do Interior gazatense, controlado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamás), informou, por outro lado, que quatro palestinos, entre eles dois menores e uma mulher, perderam a vida depois que uma unidade de forças especiais israelenses se infiltrou na zona de Katiba, a oeste da cidade de Gaza, segundo informou a agência de notícias Sanad.

Durante a operação, as forças israelenses aumentaram os bombardeios sobre a área para cobrir a entrada e retirada das unidades especiais. O jornal 'Filastin', próximo à milícia palestina, eleva o balanço de vítimas fatais para seis.

Além disso, o Ministério do Interior gazatense concretizou que Muein ficou ferido nos confrontos, nos quais sua esposa morreu, enquanto vários de seus filhos também sofreram ferimentos, sem que esteja claro se a mulher figura entre as vítimas incluídas na contagem oficial divulgada pelas autoridades gazatenses.