Dezenas de colonos israelenses acabaram invadindo a casa de uma família palestina na localidade cisjordaniana de Qusra, após mantê-la sob cerco durante semanas, conforme confirmou o Exército israelense.
Há 21 dias, os colonos cercam de forma constante três residências palestinas nesta população da Cisjordânia, em um novo episódio do aumento de seus ataques contra residentes palestinos no território ocupado. As forças israelenses estabeleceram um cordão de segurança na área, embora inicialmente não tenham intervenido para dispersar os colonos.
Entre as famílias afetadas está, por exemplo, Loui Ridi, um palestino-americano radicado em Ohio que decidiu viajar de volta a Qusra ao saber do início do cerco.
Finalmente, neste sábado, os colonos terminaram "se barricando na residência" com a família palestina dentro e "lançaram pedras na população civil palestina", indicou o Exército, que se viu obrigado a agir para desalojar os invasores.
Segundo o comunicado militar, as forças israelenses apreenderam os veículos utilizados pelos colonos, que foram entregues à Polícia como provas para a abertura de uma investigação.
Meios palestinos apontam que há oito feridos de gravidade diversa após um intercâmbio de pedradas com os colonos. Alguns dos feridos foram transferidos pela Meia Lua Vermelha palestina para receber atendimento médico.
Após o ocorrido, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou "veementemente" os "atos criminosos de violência" que atribui a "um punhado de desordeiros". "Causam uma grave injustiça à comunidade judaica que cumpre a lei. Interferem no desenvolvimento do trabalho das FDI (Forças de Defesa de Israel) e prejudicam a imagem de Israel no mundo", advertiu.
Netanyahu sublinhou a "rápida" reação das forças de segurança, que confiscou três veículos e "terminou com o incidente em um curto período de tempo". "Espero que as forças de segurança detenham os desordeiros e os levem à justiça o mais rápido possível", acrescentou.