O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã reiterou neste sábado que a reabertura do estreito de Ormuz só ocorrerá quando verificar a cessação total das operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e seus aliados no Líbano, Palestina, Iémen e Iraque, juntamente com a suspensão das sanções que pesam sobre a economia iraniana e o pagamento de compensações pelos danos decorrentes da guerra.
"Até que os Estados Unidos não corrijam seu comportamento, o estreito de Ormuz não será aberto", avisou em um comunicado o secretário e porta-voz principal do Conselho, Mohammad Baqir Zolqadr.
Este órgão, máxima instância de segurança do Executivo iraniano presidido por Masud Pezeshkian e no qual também participam o presidente do Parlamento e principal negociador iraniano, Mohamed Baqer Qalifab, e o chefe do Poder Judiciário, Golamhosein Mohseni Ejei, reclama também que Washington retire imediatamente o fechamento perimetral que mantém sobre o estreito de Ormuz.
"Estas são as demandas do povo iraniano, que se manifestou incansavelmente em praças e ruas durante 160 dias. O Conselho Supremo de Segurança Nacional jamais cederá, nem na guerra nem nas negociações", conclui a nota, que é divulgada após uma mensagem em termos similares tornada pública pela Guarda Revolucionária.
"Quando a parte americana aceitar as condições da República Islâmica do Irã e abandonar sua abordagem intervencionista, sem dúvida serão dadas as condições para a reabertura do estreito de Ormuz", finalizou o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hosein Mohabi, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
Na mesma linha, Mohabi instou Washington a não se intrometer nas conversas que o Irã mantém não só com Omã, mas também diante da possibilidade de realizar novas reuniões com outros atores da região. Dias atrás, o porta-voz iraniano de Assuntos Exteriores, Esmaeil Baqaei, já deu conta de um princípio de entendimento com Omã para gerir conjuntamente uma nova rota marítima através do estreito.